IBGE prevê safra de 261,5 milhões de toneladas para 2022
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Imagem: Leonardo Gottems
PREVISÃO

IBGE prevê safra de 261,5 milhões de toneladas para 2022

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 92,2% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida.
Por: -Aline Merladete

Em abril, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar 261,5 milhões toneladas, 3,3% acima (8,3 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões) e 1,0% acima da informação anterior (2,5 milhões). O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) aponta que a área a ser colhida é de 71,9 milhões de hectares, 4,9% (3,4 milhões de hectares) maior que a área colhida em 2021 e 0,2% (155,3 mil) maior do que o previsto no mês anterior.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 92,2% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 8,1% na área do milho (7,2% na primeira safra e 8,4% na segunda), de 10,4% na área do algodão herbáceo e de 4,2% na da soja.

Por outro lado, houve quedas de 2,0% nas áreas do arroz e de 2,9% na do trigo.

Na projeção de produção, houve altas de 11,6% para o algodão herbáceo em caroço, alcançando 6,5 milhões de toneladas; de 1,4% para o trigo (7,9 milhões) e de 27,5% para o milho (111,9 milhões). É esperada queda de 1,4% no milho na 1ª safra (25,3 milhões) e alta de 39,4% no milho na 2ª safra (86,6 milhões). Há projeção de queda de 12,2% para a soja (118,5 milhões) e de 8,5% para o arroz em casca (10,6 milhões).

A informação de abril para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2022 alcançou 261,5 milhões de toneladas e uma área colhida de 71,9 milhões de hectares. Em relação a 2021, a área a ser colhida cresceu 4,9% (3,4 milhões de hectares). Frente ao previsto no mês anterior, houve alta de 155,3 mil hectares (0,2%).

A estimativa da produção apresentou alta anual para quatro regiões: Centro-Oeste (11,7%), Sudeste (11,4%), Norte (5,2%) e Nordeste (9,9%), com queda para a Sul (-14,5%). Quanto à variação mensal, as cinco regiões apresentaram crescimento na estimativa da produção: Centro-Oeste (0,8%), Sul (1,0%), Sudeste (1,7%), Nordeste (0,8%) e Norte (1,5%).

Entre as unidades da Federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 30,5%, seguido pelo Paraná (13,9%), Goiás (10,7%) e Rio Grande do Sul (9,0%). As principais altas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram em Goiás (1.056.997 toneladas), no Paraná (624.917 t), em Minas Gerais (271.642 t), em São Paulo (191.668 t), no Ceará (140.094 t), em Rondônia (104.584 t), no Pará (91.289 t), no Piauí (47.176 t), na Bahia (30.800 t), no Maranhão (7.565 t), no Rio Grande do Norte (1.261 t), e no Rio de Janeiro (18 t).

Já as principais variações negativas ocorreram em Alagoas (-15.050 t), na Paraíba (-3.962 t), no Amapá (-1.100 t), no Acre (-580 t), e no Espírito Santo (-29 t).

Os dados foram divulgados pelo IBGE.


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