IGL dá início ao planejamento estratégico da cadeia do leite

Agronegócio

IGL dá início ao planejamento estratégico da cadeia do leite

As organizações, num determinado momento, produzem uma espécie de certidão de nascimento
Por:
669 acessos

O Instituto Gaúcho do Leite (IGL), em parceria com o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), deu a largada nesta semana ao projeto de criação do plano estratégico da cadeia produtiva do leite gaúcho. No total serão três encontros, sendo o segundo deles no dia 21 de junho e duas imersões de fim de semana em julho, até chegar a um projeto de longo prazo. No primeiro encontro, circunscrito a membros da diretoria, foram criados os valores, a missão e a visão do IGL, os chamados pilares da gestão. "Esse trabalho do PGQP está trazendo para dentro do IGL as modernas técnicas de gestão das grandes empresas, das empresas de sucesso e das que pretendem ter sucesso. A cadeia leite é alardeada como a grande salvação social para o Estado, só que não é tratada como tal. Pelo contrário, é o grande patinho feio que ninguém quer transformar em cisne. Nós estamos querendo fazer! E uma das questões umbilicais para isso é a gestão, que será abordada no planejamento estratégico, que vai nos dizer o que fazer daqui a seis anos", explica o Presidente do IGL, Gilberto Piccinini.

As organizações, num determinado momento, produzem uma espécie de certidão de nascimento. Elas escrevem, expressam quem elas são, o que fazem e porque fazem. "Isso tem um sentido, dá coesão a elas e permite um alinhamento estratégico", explica o consultor organizacional do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), Marcelo Beltrand.

Nesta quarta-feira também foi realizada uma discussão sobre os fatores críticos de sucesso, condições fundamentais para que o IGL trabalhe bem, mirando um período de seis anos, de 2016 a 2022. "Fazemos um debate sobre o desenvolvimento de aprendizado e desenvolvimento interno, depois dos processos internos principais, a questão do mercado e dos associados e, por fim os resultados que o IGL buscará atingir", enumera Beltrand.

No seminário técnico do dia 21, também coordenado pelo PGQP e que contará com um grupo maior, de 50 a 60 especialistas do setor lácteo gaúcho, vai ser apresentado o resultado do primeiro encontro e analisado o relatório socioeconômico produzido pelo IGL em parceria com a Emater. O documento servirá para estruturar as fortalezas e as fraquezas da cadeia produtiva do leite e criar as bases para discutir as ameaças e oportunidades. "No seminário técnico, já começamos a olhar para a cadeia." Já o planejamento estratégico, que vai ocorrer em duas etapas, em duas imersões de fim de semana, as fortalezas e oportunidades e ameaças e fragilidades já estarão mapeadas.

Na avaliação do especialista, o grande benefício que o IGL pode obter com esse processo de profissionalização com metodologias consagradas e utilizadas por grandes empresas é o alinhamento das pessoas. "É as pessoas olharem para a mesma direção. Terem acordos, entenderem os seus problemas. Não sei se vão superar todos os gaps, mas eu diria que a tarefa fica mais facilitada. Ninguém garante que pode se superar todos os desafios, mas alinhando as pessoas eu diria que é uma vantagem imensa, porque as pessoas começam a olhar para o mesmo objeto", conclui Beltrand

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink