IGP-M acelera por reajustes na construção e alimentos

Agronegócio

IGP-M acelera por reajustes na construção e alimentos

A alta dos alimentos agrícolas foi sentida tanto no varejo quanto no atacado
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A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou fortemente em junho, pressionada por reajustes salariais sazonais na construção civil e por alimentos agrícolas em fim de safra, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (27-06).

Os salários devem ter um impacto apenas residual em julho, enquanto o efeito do setor agrícola provavelmente se estenderá e se intensificará nos próximos meses, segundo Salomão Quadros, responsável pelo índice. Por outro lado, o dólar baixo continuará ajudando a manter a inflação sob controle.

O IGP-M subiu 0,26 por cento, depois da variação de 0,04 por cento em maio. No primeiro semestre, o índice acumula alta de 1,46 por cento.

"Este é o mês do INCC e, com movimentos menores, da alta dos preços agrícolas porque várias colheitas já terminaram e há também alguns problemas internacionais", disse Quadros.

O Índice Nacional de Custo da Construção avançou 1,67 por cento, ante alta de 0,55 por cento em maio, sendo responsável por dois terços do IGP-M deste mês. Quadros prevê para julho alta de 0,35 por cento do INCC.

A alta dos alimentos agrícolas foi sentida tanto no varejo quanto no atacado.

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,01 por cento, depois de ter recuado 0,09 por cento no mês anterior. O IPA agrícola avançou 0,11 por cento no mês, frente à queda de 2,67 por cento em maio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,35 por cento, ante 0,20 por cento em maio. Os preços de alimentação subiram 0,73 por cento em junho, depois de caírem 0,48 por cento em maio.

"A soja está subindo porque já terminou a colheita; os bovinos estão subindo porque estão perto da entressafra; e o leite está subindo porque, além de estar perto da entressafra, há uma conjuntura internacional de maior demanda e de problemas de safra (de bovinos) em alguns países", afirmou Quadros.

Ele acrescentou que, apesar da aceleração do IGP-M em junho, o índice está voltando para o patamar da média mensal dos últimos anos, em torno de 0,30 por cento. Esse nível é condizente com uma inflação anual em torno de 3,7 por cento.

"O cenário internacional está um pouco mais adverso, com a alta das commodities principalmente, então se você não tivesse o dólar baixo, o IGP-M estaria maior."


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