Impasse agrava crise do Troca-Troca no RS

Agronegócio

Impasse agrava crise do Troca-Troca no RS

As empresas rejeitaram a proposta do governo para pagamento parcial da dívida
Por: -Redação
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As empresas do RS que fornecem sementes de milho ao Programa Troca-Troca rejeitaram, nessa quinta-feira (21-12), a proposta apresentada pelo governo estadual para pagamento parcial da dívida de R$ 8,2 milhões que começou a vencer em setembro. A Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) ofereceu apenas R$ 2,1 milhões, o equivalente a 25% do total. As indústrias condicionam a entrega das 70 mil sacas ao acerto da integralidade ou à garantia de que o próximo governo pagará o débito. O impasse prejudica 35 mil produtores que já deviam estar semeando a terra e coloca em risco a safrinha no Rio Grande do Sul. O volume é suficiente para cobrir 60 mil hectares.

Não estão descartados protestos. Segundo o presidente da Fetag, Ezídio Pinheiro, pela gravidade da situação, é possivel mobilizar os produtores na Capital, mesmo numa semana atípica, entre dois feriadões. Conforme o secretário substituto da SAA, Iberê Orsi, haverá um novo encontro na terça-feira. Mas a Fetag, que também esteve reunida com as sementeiras, diz que não há mais como esperar. Na segunda-feira, a federação envia aos sindicatos de trabalhadores rurais comunicado informando que o Estado não honrou seus compromissos, o que paralisou o programa. Estamos responsabilizando o governo pela redução que haverá na safrinha de milho, disse Pinheiro.

Durante o dia, o acirramento da situação fez com que os dirigentes sindicais colocassem no circuito até o futuro secretário da Agricultura, Jerônimo Goergen. Pinheiro sugere que os produtores tentem uma negociação direta com empresas, por meio dos sindicatos, para adquirir o produto com algum tipo de condição diferencial. Mas ele admite que, devido ao cenário formado, a maioria tende a usar semente própria ou plantar fora da época. De acordo com a Fetag, o indicado seria que o cultivo terminasse até 15 de janeiro.

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