Importação maciça: esse perigo ameaça a cebola catarinense
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Agronegócio

Importação maciça: esse perigo ameaça a cebola catarinense

Previsão de ingresso de cebola da Argentina e Holanda a partir de março
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Um perigo ronda a cultura da cebola em Santa Catarina. A colheita está avançada, a produção foi boa e os preços estão compensatórios. Mas há uma ameaça no ar: está previsto o maciço ingresso no mercado brasileiro de cebola de Argentina e da Holanda a partir de março.

“Isso será ruim para os cebolicultores brasileiros”, vaticina o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri.

Neste momento, o preço está bom para os produtores rurais: a saca de 20 kg de cebola está sendo comercializada a 20 reais. Mas a expectativa de importações gera ansiedade. A supersafra que a Holanda colheu neste ano é preocupante, pois jogará grande volume no mercado internacional. Importadores catarinenses (atacadistas) já fecharam negócios pagando oito reais pela saca de 20 kg da cebola holandesa posta nos portos brasileiros, ou seja, menos da metade do preço do mercado doméstico.

Com base em exemplos do passado recente, quando a importação desestruturou o mercado brasileiro, Barbieri orienta os agricultores a acelerarem os contratos de venda e desovarem os estoques. “Tudo pode acontecer, mas é muito provável que as importações façam cair os preços internos”, expõe.

A última safra catarinense (2010/11) obteve recordes históricos e resultou na produção bruta de 537,5 mil toneladas, com área cultivada de 22.224 hectares e rendimento médio de 24.187 kg/ha. O crescimento foi de 18,3% e 13,2% em produção bruta e rendimento médio, respectivamente. A área cultivada cresceu apenas 4,5%, caracterizando a estabilidade da cultura da cebola em Santa Catarina.

Entretanto, o excesso de chuva dos meses de dezembro e janeiro, atrasos na colheita, na cura a campo e no recolhimento fizeram com que as perdas pós-colheita atingissem 35%, reduzindo a oferta líquida da produção para 349,4 mil toneladas. Mesmo assim, esse volume foi 17,2% superior à safra anterior. RESULTADO RUIM
Enquanto em outras regiões do País houve aumento expressivo da área e da produção, como resultado direto dos bons preços recebidos no período de primavera e verão de 2009/10, apenas nas regiões catarinenses do Planalto Norte e de Curitibanos houve aumento significativo na área plantada. A região de maior produção compreende municípios do Alto Vale do Itajaí, da Grande Florianópolis e do Planalto Catarinense que tem como polo cebolífero o município de Ituporanga.

O vice-presidente da FAESC lembra que o preço recebido pelos produtores foi cerca de 2,5 vezes menor. Assim, o resultado financeiro total foi de 116,3 milhões de reais na safra 2010/11 contra 232,1 milhões de reais da safra 2009/2010.

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