Importações de químicos chegam a US$ 19,2 bi
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ESTIMATIVAS

Importações de químicos chegam a US$ 19,2 bi 

Os números praticamente se igualam aos de 2014, antes da crise econômica
Por: -Leonardo Gottems

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que o valor das importações de produtos químicos no primeiro semestre chegou a marca de US$ 19,2 bilhões. Os números praticamente se igualam aos de 2014, quando o Brasil ainda não tinha passado pela crise econômica. 

Nesse cenário, desde fevereiro o índice vem demonstrando um acréscimo constante no valor importado, sendo que o total foi de US$ 3,7 bilhões apenas no mês de junho. Na questão do volume de aquisições a situação é diferente, já que as compras do mercado estrangeiro não chegaram a 18 milhões de toneladas, uma redução de 14,2% em comparação com o mesmo período de 2017. 

Para o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, o Brasil precisa estar preparado para as consequências que a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos deve trazer para o País. Segundo ele, o governo está tomando atitudes que vão na contramão do que a indústria dos químicos precisa, como a redução da alíquota do Reintegra para 0,1%. 

“Enquanto Estados Unidos e China escalam uma ‘guerra comercial’ sem precedentes, que pode colocar o Brasil na rota de desova de um volume enorme de produtos que não conseguirão colocação nesses mercados”, comenta. 

No entanto, Figueiredo salientou que as medidas tomadas pelo governo até aqui não são responsáveis pelo aumento do valor das importações. Porém, ele afirma que é preciso focar na diminuição da alta taxa de desemprego existente no País e aliar a solução desse problema com a retomada da competitividade do Brasil no setor produtivo internacional. 

“O atual Governo indiscutivelmente tem que reavaliar essas decisões à luz da crescente taxa de desemprego, hoje de 12,7% segundo o próprio IBGE, e qualquer que seja a futura administração terá que priorizar a agenda da competitividade para que o Brasil possa retomar um ciclo de desenvolvimento econômico sustentável”, finaliza.  


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