Incentivo ao desenvolvimento de energias renováveis

Agronegócio

Incentivo ao desenvolvimento de energias renováveis

Biogás com dejetos da granja de aves e do rebanho bovino
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Grande parte das ações referentes ao biogás que acontecem no Estado estão, de alguma forma, ligadas ao Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CIBiogás), uma instituição científica, tecnológica e de inovação, constituído como associação sem fins lucrativos. Ele é formado por 17 instituições que desenvolvem e apoiam projetos relacionados às energias renováveis, incluindo cooperativas e produtores no agronegócio.

A instituição foi criada a partir de um projeto da Itaipu Binacional, com o objetivo de proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento da geração de energia a partir de fontes renováveis, na região do reservatório da usina. Em 2014, foi assinado um termo de compromisso com a hidrelétrica. O Centro está instalado no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu.

O diretor de desenvolvimento tecnológico, Rafael Gonzalez, comenta que se a capacidade total da produção de biogás no Paraná – cerca de um bilhão de metros cúbicos – fosse utilizada, seria possível abastecer com energia elétrica um município de 700 mil habitantes. "Hoje ainda temos muitos biodigestores que não estão adaptados para a produção de energia", explica.

A tecnologia, portanto, precisa cumprir também com sua função econômica na propriedade rural, dando um salto em relação aos cuidados dos passivos ambientais para o ativo energético. "Num passado recente, não tínhamos motores e motogeradores para atender essa demanda. Agora superamos isso".

Outro ponto fundamental, segundo Gonzalez, foram as novas regras estipuladas pela Resolução Normativa nº 482/2012, que criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, permitindo ao consumidor gerar sua própria energia e transformar em créditos, trocando com a distribuidora. A partir de março deste ano, passou a valer mudanças bem positivas, como o aumento da validade desses créditos para cinco anos e eles ainda podem ser abatidos em unidades consumidoras do mesmo titular, mas em outro local físico. "Essas melhorias do ponto de vista tecnológico e de regulamentação fizeram com que esse mercado se organizasse ainda mais".

A CIBiogás, analisando os custos e, claro, oferta e demanda de energia no agronegócio, acredita que o implemento de cooperativas e produtores no Estado pode aumentar ainda mais. "A energia está sempre entre os dois ou três primeiros pontos quando se trata dos custos de produção. O retorno para esse tipo de investimento é muito interessante, o que me faz crer nessa popularização".

A aposta é tão grande que a entidade realiza inclusive cursos sobre fontes renováveis de energia, seus benefícios e formas de implantação deste tipo de tecnologia. Os cursos abrangem desde o básico, como as energias oriundas do biogás, a operacionalização de biodigestores até temas mais aprofundados, como a segurança para implementar o processo (módulo que está sendo desenvolvido).

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