Incra vai desconsiderar anos afetados por clima adverso

Agronegócio

Incra vai desconsiderar anos afetados por clima adverso

A própria legislação obriga o Incra a desconsiderar anos marcados por intempéries
Por: -Marianna Peres
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Se as novas regras já estivessem sendo aplicadas em uma determinada grande propriedade neste momento para fundamentar o processo de desapropriação, os percalços provocados pelas alterações climáticas, por excesso ou escassez de chuvas seriam desconsiderados pelos técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Em casos de problemas climáticos e de pragas desconhecidas, será avaliada a safra anterior àquela que apresenta problemas de desempenho e que certamente afetam a produtividade”, esclarece o chefe de gabinete do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Caio França.

Ele frisa ainda que a própria legislação obriga o Incra a desconsiderar anos marcados por intempéries. “Quando isso ocorre, a informação passa a ser de conhecimento de todos e será levada em conta a safra anterior ao ciclo corrente”, exclama.

França destaca que a atualização dos índices representa as exigências mínimas. “O padrão tecnológico utilizado nas lavouras extrai do solo rendimento muito acima do proposto na revisão. Prova disso está em Mato Grosso, onde a soja alcança índices acima de 3 mil quilos por hectare, ou cerca de 50 a 55 sacas”. Ele completa dizendo que a atualização está fundamentada nas estatísticas oficiais do IBGE e são números médios de uma série histórica de cada estado produtor.

“Mato Grosso é um estado marcado por grandes produções e praticamente todas as propriedades acima de 15 módulos são extramente eficientes e por isso tenho certeza de que a atualização dos índices não representa nenhuma ameaça. Mato Grosso produz, gera renda e tem padrões superiores em relação ao resto do país”, declara.

Questionado sobre o registro de que na safra passada o Estado obteve a menor produtividade dos últimos dez anos, França aponta que isso se transformou em perda de rentabilidade ao produtor, “não houve desestruturação da atividade. Mesmo considerando a queda, o rendimento estadual fica um pouco acima do que a revisão prevê”.

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