Índia renova permissão para comercializar algodão transgênico

Agronegócio

Índia renova permissão para comercializar algodão transgênico

O Comitê de Aprovação de Engenharia Genética do país renovou a permissão para o cultivo de algodão transgênico
Por: -Admin
1 acessos

O Comitê de Aprovação de Engenharia Genética da Índia renovou, por mais dois anos, a permissão para o cultivo comercial de três variedades de algodão geneticamente modificado da Monsanto, nos estados de Madhya Pradesh, Gujarat e Maharashtra.

Segundo matéria divulgada pela Reuters, em 4 de maio, as variedades que receberam a renovação já estão liberadas no país desde 2002, ano em que produtores da Índia iniciaram o plantio de organismos geneticamente modificados (OGMs). Além da recente decisão, o Comitê de Aprovação de Engenharia Genética aprovou, em março, o cultivo comercial do algodão Bt nos estados do Norte: em Punjab, Haryana e Rajasthan.

Desenvolvido pela Monsanto com o objetivo de proteger as lavouras de ataques de insetos e pragas, o algodão Bt tem inserido em seu código genético, por meio da biotecnologia, o gene da proteína de Bacillus thuringiensis, uma bactéria encontrada naturalmente no solo e que tem ação inseticida nas lavouras. Com o uso desta tecnologia conhecida como Bt, as plantações de algodão ficam protegidas contra a lagarta alabama (curuquerê), a lagarta-da-maçã e a lagarta rosada.

Segundo dados do ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), em 2004, a Índia, terceiro maior produtor de algodão do mundo, aumentou em 400% sua área de cultivo com o algodão Bt, passando de 100 mil hectares em 2003 para 500 mil em 2004. Cerca de 330 mil pequenos produtores indianos se beneficiaram da redução de custos e aumento da produtividade proporcionada pela variedade.

Ainda segundo o ISAAA, o algodão resistente a insetos foi a terceira planta geneticamente modificada mais cultivada no mundo em 2004, com 9 milhões de hectares, correspondendo a 11% da área mundial de transgênicos. As informações são da assessoria de imprensa da Monsanto.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink