Índice CEAGESP registra elevação de 4,06% em junho
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Agronegócio

Índice CEAGESP registra elevação de 4,06% em junho

Setores de Legumes e Verduras apontaram alta
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Os preços dos principais produtos comercializados na CEAGESP permaneceram em alta no mês de junho, com aumento de 4,06%. Segundo o economista da Companhia, Flávio Godas: “Em razão das condições climáticas adversas e de alguns problemas pontuais, como a dificuldade de importação da Argentina de maçã e pêra, todos os setores apresentaram elevação dos preços praticados”. No ano, o indicador aponta alta de 6,38%, e nos últimos 12 meses, elevação de 6,63%.


Os setores de Legumes e Verduras apontaram alta de 6,09% e 6,04%, respectivamente. Em Legumes as elevações ficaram por conta do tomate cereja (49,9%), do pimentão vermelho (41,8%) e do pimentão amarelo (37,6%). As baixas nos preços foram da ervilha torta (-21,4%), do pepino comum (-14%) e do chuchu (-10,8%).

Já em Verduras, os principais aumentos nos preços foram do repolho (44,8%), da alface crespa (40%) e da acelga (34,5%) e as quedas foram do brócolis ninja (-42,8%), da couve-flor (-29%) e do coentro (-16,1%).

Os setores de Frutas (3,80%) e Diversos (6,60%) também subiram. As principais altas foram do mamão formosa (63,2%), do mamão havai (49,5%) e da pêra estrangeira danjou (26,7%). Morango (-31,6%), caju (-15,9%), uva rubi (-15,6%) foram as principais quedas.

Em Diversos as principais altas foram do amendoim (17,9%), da batata comum (14,1%) e dos ovos brancos (11,3%) e as retrações foram da cebola nacional (-8%), do alho (-3,12%) e da canjica (1,74%).

O setor de Pescados apresentou ligeira alta de 1,19%. Cavalinha (45,2%), espada (31,6%), sardinha fresca (15,6%) foram as principais elevações. Já as baixas ficaram por conta da anchovas (-7,4%), do namorado (-7,5%) e da pescada Maria Mola (-7,1%).


Tendência
Com a chegada do inverno e a previsão de frio mais rigoroso este ano nas regiões produtoras do Sul e Sudeste, as hortaliças devem permanecer com os preços em alta, principalmente as mais sensíveis. Preservadas as condições atuais, o setor de pescados deve seguir em estabilidade.

No setor de Frutas, a seca nos estados da Bahia e do Espírito Santo prejudicaram a produção de mamão, que apresentou forte recuo no volume ofertado e alta acentuada dos preços praticados. “O volume de importação também registrou queda em razão dos problemas na fronteira entre Brasil e Argentina. Sanados estes problemas pontuais, os preços das frutas devem recuar em julho, uma vez que o setor conta com diversas opções de compra como morango, laranja, tangerina, caju, entre outros, e a demanda apresenta retração nesta época do ano”, avalia Godas.

Índice CEAGESP

Com o objetivo de traduzir melhor a situação do mercado, neste ano, o Índice CEAGESP passou por uma revisão e foram acrescentados mais produtos à cesta, que agora contabiliza 150 itens.

Pêra, atemóia, abóboras, inhame, cará, maxixe, cogumelo, berinjela japonesa, hortelã, moyashi, orégano, ovos vermelhos, além das verduras hidropônicas como alfaces, agrião, rúcula, são os novos produtos acompanhados pelo Índice, pois tiveram entradas regulares durante todos os meses de 2011.


Primeiro balizador de preços de alimentos frescos no mercado, o Índice CEAGESP é um indicador de variação de preços no atacado de Frutas, Legumes, Verduras, Pescado e Diversos. Divulgado mensalmente, os itens da cesta foram escolhidos pela importância dentro de cada setor e ponderados de acordo com a sua representatividade. O ÍNDICE foi lançado em 2009 pela CEAGESP, que é referência nacional em abastecimento.


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