Indústria de máquinas pede desoneração para compensar câmbio

Agronegócio

Indústria de máquinas pede desoneração para compensar câmbio

Anfavea defende que a medida é liberar o estoque de crédito que as empresas têm com o ICMS
Por: -Redação
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Apesar da recuperação de 10% no mercado interno, o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Persio Luiz Pastre, avalia que 2006 foi um ano difícil para o setor por causa da perda de contratos de exportação. O câmbio desfavorável e a queda dos preços das commodities derrubaram as vendas externas, que não passaram de 20 mil unidades, 10 mil a menos que os volumes de 2004 e 2005.

Pastre defende medidas de desoneração das exportações, pois a política cambial deve ser mantida. Uma delas é liberar o estoque de crédito que as empresas têm com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tributo recolhido dos veículos exportados deveria ser devolvido às empresas, mas o dinheiro é retido pelos governos federal e estaduais.

Junto com as vendas internas, as exportações ajudam a indústria a manter escala de produção, o que garante preços menores e maior competitividade aos produtos nacionais. Hoje o setor opera com elevada ociosidade. Por isso, os investimentos no ano passado ficaram abaixo da média anual de US$ 87 milhões.

A Massey Ferguson, maior exportadora de máquinas agrícolas do País, vendeu no mercado externo até novembro 7.500 tratores, ante 13 mil em 2005. Para este ano, a previsão do diretor de marketing Fabio Piltcher é de volume similar ao de 2006. "A rentabilidade nas exportações está muito ruim."

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