Indústria de tomate defende diminuição de defensivos na lavoura

Lavoura

Indústria de tomate defende diminuição de defensivos na lavoura

Consumidor mais exigente obriga reinvenção dos alimentos processados
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Garantir que o tomate para processamento chegue ao consumidor final o mais saudável possível é o grande desafio das indústrias instaladas no Brasil. Para isso, o setor vem estudando formas de produzir boas safras sem a necessidade de tantos defensivos agrícolas. O assunto foi debatido durante o curso “Doenças e diagnose do tomate”, ministrado ontem, no primeiro dia do 9º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial (9ºCBTI), realizado no Centro de Convenções da UFG, em Goiânia (GO).

Antônio Carlos Tadiotti, presidente da Abratop (Associação Brasileira da Cadeia Produtiva de Tomate Industrial), enfatizou que o consumidor está mais atento e rigoroso, o que exige ainda mais cuidado por parte da cadeia produtiva do tomate em 2019 para que não sofra prejuízos. “Temos uma sociedade cada vez mais consciente. Por isso, devemos ir de acordo com as necessidades. No caso do tomate, tanto para processamento como de mesa, um fruto que seja o mais puro possível, sem o uso inadequado de defensivos, vai ao encontro dessa demanda”, explica. 

O olhar atento sobre o plantio e cultivo, na visão do presidente, deve ser uma ação constante da indústria. “É muito clara a opção das pessoas por alimentos mais naturais. Estamos caminhando para outros costumes e a agroindústria tem que se adequar. A grande maioria já está praticando um processamento com um olhar de controle de defensivos maior. Levando ao consumidor um produto tão saudável quanto um alimento natural”, ressalta Tadiotti. 

Segundo Tadiotti, a saída para se manter em alta no mercado é planejar. “Todos os integrantes da cadeia de atomatados terão que se unir e encontrar formas de levar ao consumidor o que ele pede. Nosso País consome muito e vamos continuar consumindo. O investimento em tecnologia e um bom planejamento serão fatores determinantes para a cadeia”, observa.

O Brasil está entre os dez maiores produtores de tomate industrial no mundo. Cada brasileiro consome em média oito quilos de atomatados por ano, enquanto a média mundial é de cinco quilos por pessoa. As operações de mais fábricas no país e os hábitos alimentares fazem do Brasil um mercado promissor para o tomate industrial. 

Em Goiás, a produção do tomate rasteiro ocupa a primeira colocação no ranking brasileiro. Aproximadamente 70% de todo o fruto cultivado no país está no estado, que planta cerca de 12,3 mil hectares anualmente. A boa produtividade é uma das características do fruto em Goiás. Somente no último ano, mais de 1,1 milhão toneladas foram destinadas às indústrias. Solo e clima favoráveis, além do grande investimento na cadeia, são fatores que alavancam o sucesso da produção no estado. A cadeia do tomate industrial movimenta, anualmente, cerca de 4 bilhões de reais em Goiás e gera mais de seis mil empregos diretos e indiretos.

Primeiro dia

Mais de 150 pessoas passaram pelo Centro de Convenções de Goiânia no primeiro dia do 9º CBTI. Palestras, minicursos e a abertura oficial marcaram as atividades do evento que tem por objetivo, nesta edição, tratar das últimas tecnologias aplicadas à produção, como por exemplo o uso de Inteligência Artificial para monitoramento das plantações. Paralelo ao evento acontece a Feira de Produtos e Negócios 2018, onde fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos apresentam novidades e tendências aos empresários, técnicos e pesquisadores do setor. 

O 9º CBTI, que vai até o dia 22 de novembro, é uma realização da ABH (Associação Brasileira de Horticultura), Abratop (Associação Brasileira da Cadeia Produtiva de Tomate Industrial), Embrapa Hortaliças (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), UFG (Universidade Federal de Goiás) e IF Goiano - Câmpus Morrinhos (Instituto Federal Goiano). O Congresso é organizado pela  Win Eventos.

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