Indústria esmagadora pressiona soja no interior

MERCADO FÍSICO

Indústria esmagadora pressiona soja no interior

Preço do farelo, um pouco superior a R$ 1.200,00/t na maioria das regiões, não é lucrativo
Por: -Leonardo Gottems
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A T&F Consultoria Agroeconômica aponta que a semana começou com forte queda dos preços da soja no interior do Brasil. O fator que pesa são os preços oferecidos pela indústria no interior do País, que caíram 2,15% nesta segunda-feira (07.01), segundo pesquisa diária do Cepea, fazendo o preço médio recuar para R$ 71,84/saca e a perda – somente em janeiro – aumentar para 3,05%.

“O grande problema das indústrias esmagadoras de soja no Brasil, neste momento, é que o preço do farelo, um pouco superior a R$ 1.200,00/t na maioria das regiões, não é lucrativo para elas e, por outro lado, é caro para as fábricas de ração. Se elas aumentarem o preço para o agricultor, terão que aumentar o preço do farelo e não conseguirão revendê-lo para os consumidores de carne”, explica o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco. 

Segundo ele, o mesmo se aplica ao óleo de soja, que está com preços inalterados ou em queda: “Com isto, os preços da exportação até teriam motivo para se elevar, mas a alta de Chicago, de apenas 2 cents/bushel, diante das compras chinesas que o mercado desanimou”. 

No Brasil, as disponibilidades para embarque estão muito escassas, de safra velha, embora a safra nova já começa a ser colhida. Os prêmios nos portos brasileiros subiram de 45 para 50 cents, para março e o dólar subiu 0,53%, mas os preços de exportação caíram 0,86%, fazendo o preço recuar para R$ 77,37 sobre rodas nos locais de embarque e aumentando as perdas de janeiro para 3,49%.

A média diária de exportações de soja do Brasil na primeira semana do ano foi 70,6% maior na comparação com o registrado em todo o janeiro de 2017, informou nesta segunda-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “Os embarques ainda firmes de oleaginosa brasileira ocorrem após o país ter vendido um recorde de quase 84 milhões de toneladas de soja em 2018, na esteira de um forte apetite da China em meio à guerra comercial com os Estados Unidos”, diz a T&F.

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