Indústria explica alta do óleo de soja

Agronegócio

Indústria explica alta do óleo de soja

Fabricantes vão dizer ao Procon que escalada de alta do óleo de soja é culpa do aumento dos grãos
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A indústria goiana de esmagamento de soja diz que não terá o que esconder, hoje, durante audiência pública na sede da Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO), em que serão debatidos os últimos reajustes de preços do óleo de soja. “Nessa história não tem mistério, nem milagre. O preço do óleo subiu porque os preços do grão subiram e a indústria não pode fazer nada, pois se trata de matéria-prima com preço fixados pelo mercado internacional”, diz o presidente da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Antônio Chavaglia.


De acordo com a pesquisa da Cesta Básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), de 31 de março de 2007 a 31 de março passado os preços do óleo de soja comum subiram, em média, 62,03%. Para o mesmo período, a pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Secretaria do Planejamento, apresenta um reajuste de 50,08% para o óleo de soja. Mas de acordo com os Indicadores Econômicos publicados diariamente por O POPULAR, também os preços da saca de soja subiram de R$ 27,00 para R$ 41,00 entre 31 de março de 2007 e 31 passado, o que representa alta média de 51,85%.

Evolução

Antônio Chavaglia, que também preside a Organização das Cooperativas Brasileiras, seção de Goiás (OCB-GO), chama a atenção ainda para o fato de que se for levado em conta o pico de preços de alguns dias atrás, a evolução dos preços da soja em grão supera os 80%. “Nós mesmo (a Comigo tem indústria de soja) compramos soja a R$ 46,50 a saca, o que representa um aumento de quase 80% em 12 meses. Portanto, a indústria não tem a menor condição de absorver esses aumentos da matéria-prima sem repassá-los para seus preços finais, mas não foi nem ela, nem o produtor quem ditou esses reajustes, foi o mercado internacional, foi a Bolsa de Chicago”, diz Antônio Chavaglia.


Custo de produção

Para o presidente da OCB-GO, foi esse mesmo mercado internacional que no início do ano passado cotava a soja a R$ 24,00 a saca, menos que o custo de produção, que era de R$ 26,00 e o produtor teve de se sujeitar, sem que qualquer instituição da sociedade se desse conta do absurdo da situação. “Foi por essas e outras, inclusive, que o setor agrícola mergulhou num dos maiores endividamentos da sua história, do qual não tem como sair sem um refinaciamento de longo prazo e a juros compatíveis com a atividade”, diz Antônio Chavaglia.

A Associação Goiana de Supermercados (Agos) informou ontem, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que levantamento realizado no dia 13 passado constatou reajustes de 5% a 10% nos preços do óleo. Segundo a entidade, desde essa data os preços do produto se mantêm estáveis, variando de R$ 3,00 a R$ 4,00 o litro, de acordo com as diversas marcas existentes no mercado.

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