Indústria prevê consumo de café 18% maior

Agronegócio

Indústria prevê consumo de café 18% maior

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Empresas estimam um faturamento de R$ 3,7 bilhões em três anos, em relação aos R$ 2,9 bilhões obtidos em 2002. As indústrias de café ampliarão em 30% os investimentos em marketing durante os próximos três anos, e prevêem um aumento no consumo e consequentemente ampliação de receita. Serão R$ 30 milhões provenientes de recursos do Funcafé e de aportes feitos do próprio setor industrial. "Segundo institutos de pesquisa, as indústrias de café no Brasil investem entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões por ano em mídia", afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

O mercado interno de café torrado e moído movimentou no ano passado R$ 2,9 bilhões. Com o projeto da Abic, está previsto uma injeção de mais R$ 800 milhões no mercado interno, provocado principalmente pelo aumento do consumo.

Consumo maior

As metas fazem parte do Programa para o Aumento do Consumo Interno de Café (Pacic), apresentado ao ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, na semana passada pela direção da Abic. A idéia é elevar em 18,5% o consumo de café no mercado interno. No ano passado as indústrias torraram 13,5 milhões de sacas e a idéia é alcançar 16 milhões nos próximos três anos. "O investimento total do projeto é de R$ 45 milhões, sendo R$ 30 milhões destinados para marketing e outros R$ 15 milhões para uma campanha de conscientização dos consumidores", afirma Herszkowicz.

Selo de Pureza

De acordo com o executivo da Abic, o Pacic dará continuidade ao trabalho iniciado pela entidade na década de 80, com o lançamento do Selo de Pureza, que ajudou o consumo interno crescer significativamente. Dados da própria Abic mostram que em 1985, o consumo nacional era de 6,4 milhões de sacas. Em 2002 foram consumidas 13,5 milhões de sacas, o que significa um aumento de mais de 110% neste período de 17 anos.

Herszkowicz comentou ainda que na audiência com o ministro, a exportação de café torrado e moído foi um dos temas mais comentados do encontro. "O ministro é uma pessoa que sempre esteve ligada à cafeicultura e sabe de todos os problemas que ela enfrenta", afirma o executivo da Abic.

Nos últimos doze meses - de fevereiro de 2002 a janeiro de 2003 - as exportações de torrado e moído somaram 97,8 mil sacas. O volume é 4,5 vezes ou 350% superior ao período compreendido entre fevereiro de 2001 e janeiro de 2002. "Esses são os primeiros resultados do Programa Setorial Integrado (PSI), assinado com a Agência de Promoção das Exportações (Apex) em dezembro do ano passado para incentivar os embarques desse tipo de produto", afirma Nathan Herszkowicz.

A meta do programa é exportar US$ 29 milhões em café torrado e moído até 2004 e atingir a audaciosa marca de US$ 100 milhões até 2006. "Nos últimos doze meses já conseguimos uma receita de US$ 7 milhões, o que significa que temos condições de manter nossa meta", afirma Herszkowicz. O PSI prevê o aporte de R$ 11,5 milhões, divididos entre a Apex e o Sindicado das Indústrias de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP) e conta com a participação de 13 indústrias, com meta de englobar 60, até o fim do programa, previsto para 2004.

Outras propostas

Além do Pacic, a Abic encaminhou ao ministro Roberto Rodrigues outras três propostas que visam a modernização dos mecanismos de abastecimento interno e das políticas de valorização do produto nacional. A primeira refere-se à inclusão das indústrias nos programas de estocagem de café - um programa de financiamento, desenvolvido para o período pós-colheita com o objetivo de regular o fluxo de oferta do produto; a segunda proposta trata da ampliação da quantidade de café oferecida nos leilões mensais dos estoques públicos, hoje limitada em 20 mil sacas por mês; e a terceira prevê que seja estudada a redução dos encargos para as compras parceladas nos leilões, hoje atrelados à Selic que está em 26,5% ao ano.

A Abic sugere que a taxa cobrada seja de 9,5%, que estaria, comparativamente, condizente com os encargos oferecidos nos programas de apoio à atividade da produção. O documento entregue ao ministro reitera a importância da proposta já encaminhada ao secretário de Produção e Comercialização, Linneu da Costa Lima, sugerindo que nas concorrência e tomadas de preços, seja adotada a exigência de um nível de qualidade mínimo para o café.


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