Indústrias de rações da América Latina selam união

Agronegócio

Indústrias de rações da América Latina selam união

Brasil, Colômbia, México e Argentina assinaram minuta para a criação de uma federação das indústrias de rações da América Latina
Por:
481 acessos

As indústrias de nutrição animal da América Latina se uniram para ganhar peso nas negociações internacionais. Brasil, Colômbia, México e Argentina assinaram minuta para a criação de uma federação das indústrias de rações da América Latina, projeto liderado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), do Brasil. O objetivo, diz Ariovaldo Zanni, diretor-executivo do Sindirações, é unir os países para atuar com mais peso nas negociações internacionais relacionadas à regras, comércio e sustentabilidade do mercado global.

Hoje, o Brasil (com produção de 52 milhões de toneladas de rações por ano) faz parte do grupo conhecido como F4, que reúne os maiores produtores de ração no mundo, ao lado de Estados Unidos (150 milhões de toneladas) União Européia (141 milhões) e China (72,7 milhões). "O Brasil está na quarta posição, mas unido aos outros países da América Latina, passa a negociar 100 milhões de toneladas, passando a ter maior poder de barganha", observa Zanni. A expectativa, segundo o diretor-executivo, é que a criação formal da entidade ocorra até março de 2008.

Para incrementar o lobby do setor junto a órgãos internacionais e governos, o Sindirações contratou Ariovaldo Zanni. Figura conhecida do setor, ele trabalhou por 17 anos na Rações Guabi (a maior empresa do setor na década de 1990) e três anos na Agroceres. Desde 2005, trabalhava como gerente de vendas da Basf para a América Latina.

Para o mercado interno de rações, Zanni prevê um cenário positivo, com aumento na produção de 10% sobre os 48,4 milhões de toneladas produzidas em 2006 - superando, portanto, a previsão inicial de crescimento de 7%. Em receita, ele projeta aumento próximo a 13%, para US$ 10,5 bilhões. "Para o próximo ano a expectativa é também de um crescimento de 10%, considerando o cenário favorável para as exportações de carne bovina e de aves".

Zanni observa que 70% da produção brasileira de rações é feita pelas integrações de suínos e aves e outros 30% por empresas dedicadas exclusivamente à alimentação. As exportações são ínfimas (US$ 130 milhões em 2006), mas há perspectiva de melhora, graças sobretudo à aprovação do programa brasileiro de boas práticas de fabricação pelo Eurep (Euro-Retailer Produce Working Group), organização que reúne supermercados europeus para definir padrões de qualidade dos alimentos.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink