Indústrias de soja esperam que novo governo destrave devolução de tributos

Agronegócio

Indústrias de soja esperam que novo governo destrave devolução de tributos

Situação do ponto de vista fiscal do país, porém, não é favorável para a liberação de créditos
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Situação do ponto de vista fiscal do país, porém, não é favorável para a liberação de créditos

Grandes indústrias de soja esperam que o novo governo federal resolva uma pendência antiga do setor, os crédito tributários acumulados nas atividades de esmagamento que não conseguem ser usados pelas empresas, disse nesta quarta-feira o presidente da associação que reúne as principais companhias do setor.

Enquanto a soja em grãos sai do país sem incidência de ICMS, Funrural e PIS/Cofins, graças à Lei Kandir, de 1996, os produtos processados, como óleo de soja e farelo, acabam enroscados numa complexa rede de tributos. É comum que produtos isentos acabem pagando tributos ao longo da cadeia produtiva, gerando créditos junto à Receita Federal.

"São vários bilhões de reais que estão lá retidos. As auditorias das grandes tradings estão lá cobrando, pedindo para que as empresas realizem o prejuízo e a turma diz 'espera aí, que eu vou receber'", disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli.

Segundo ele, autoridades do governo de Michel Temer têm sinalizado com uma solução para o impasse.

"Acho que finalmente caiu a ficha. Vários interlocutores do governo que têm poder de decisão sobre esse tema estão simpáticos a tentar resolver essa questão", disse Lovatelli.

Segundo ele, no caso dos créditos de PIS/Cofins, a expectativa é de que seja liberado um "fast track" (pista rápida), que permita a devolução do dinheiro diretamente nas contas bancárias das companhias.

"Tem que devolver, o dinheiro é nosso, não é do governo. Pagamos imposto que não era devido", reclamou o executivo.

A situação do ponto de vista fiscal do país, porém, não é muito favorável para a liberação de créditos. Entretanto, uma medida do gênero poderia gerar um ambiente mais favorável a investimentos.


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