Inflação volta a crescer para todas as faixas de renda
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Imagem: Pixabay
ECONOMIA

Inflação volta a crescer para todas as faixas de renda

O grupo de habitação contribuiu pelo terceiro mês consecutivo para a alta de preços das famílias de renda mais baixa
Por: -Leonardo Gottems

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda apontou aceleração da taxa de inflação para todas as faixas de renda no mês de julho, de acordo com um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nesse cenário, o aumento de preços foi maior para as famílias de renda muito baixa (1,12%), comparativamente às de renda alta (0,88%), em relação mês de julho. 

“A inflação acumulada ao longo do ano também mostrou que o grupo de menor renda, que recebe até R$ 1.650,50, também registrou taxas superiores ao grupo de maior renda, com rendimentos superiores R$ 16.509,66. A inflação acumulada para esses grupos foi de 4,8% e 4,28%, respectivamente. Por outro lado, o grupo que apresenta a maior alta acumulada do ano é o de famílias de média-baixa, que recebem entre R$ 2.471,09 e R$ 4.127,41, com variação de 5% no ano”, diz o Ipea. 

O grupo de habitação contribuiu pelo terceiro mês consecutivo para a alta de preços das famílias de renda mais baixa. “O principal impacto veio do reajuste de 7,88% das tarifas de energia elétrica, refletindo a elevação do custo da bandeira vermelha nível 2. Outro impacto para esse grupo veio da alta do petróleo, aliada a uma leve desvalorização cambial, que elevou o preço do gás de botijão. A variação foi de 4,17% em julho, décima quarta elevação seguida registrada”, completa. 

“O segundo grupo que mais contribuiu para a alta da inflação dos domicílios de renda muito baixa foi o de alimentação e bebidas. Mesmo diante da deflação apresentada em itens importantes, como arroz (-2,35%), feijão preto (-1,87%), batata (-12,03%) e óleo de soja (-0,01%), a elevação dos preços das carnes (0,77%), das aves e ovos (2,84%) e de leites e derivados (1,28%) contribuiu positivamente para o aumento verificado neste grupo. Essas famílias também experimentaram influência do aumento dos transportes, sobretudo, dos reajustes dos ônibus urbano (0,38%), intermunicipal (0,34%) e interestadual (0,55%)”, conclui. 


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