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Insegurança alimentar diminui na Europa e Ásia Central

Ao mesmo tempo, a obesidade em adultos está em ascensão


Foto: Pixabay

A edição de 2023 da Visão Geral Regional de Segurança Alimentar e Nutricional na Europa e Ásia Central, divulgada pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), revela uma redução de 4,1% no número de pessoas com insegurança alimentar moderada ou grave entre 2021 e 2022. Apesar dos desafios apresentados pela pandemia, conflitos e extremos climáticos, melhorar a segurança alimentar nessas regiões tem sido dificultado. No entanto, a prevalência da subnutrição nessas áreas permaneceu abaixo de 2,5%.

“Esperamos que este relatório forneça informações valiosas que possam contribuir para uma colaboração intersetorial eficaz, inclusive com organizações da sociedade civil e o setor privado, para acelerar o progresso rumo à consecução do objetivo do ODS 2 na Europa e na Ásia Central”, disse Godfrey Magwenzi, responsável pelo -responsável pelo Escritório Regional da FAO para a Europa e Ásia Central, ad interim, no prefácio do relatório.

Contrastando com isso, a FAO destacou uma tendência regional preocupante em relação à proporção de excesso de peso e obesidade. Em 2022, a prevalência de crianças com menos de 5 anos de idade com excesso de peso na Europa e Ásia Central atingiu 7,1%, superando a estimativa global de 5,6%. Apesar da redução de 9,7% em 2010, a prevalência ainda ultrapassa mais que o dobro da meta estabelecida para 2030 na diminuição do excesso de peso infantil. 

Ao mesmo tempo, a obesidade em adultos está em ascensão em todas as sub-regiões e países dessa área. No entanto, houve avanços na maioria dos países em relação a outras metas nutricionais, como a redução do atraso no crescimento infantil, da emaciação infantil e do baixo peso ao nascer.

“Para aqueles que são classificados como com insegurança alimentar moderada, o acesso aos alimentos é incerto”, disse Tamara Nanitashvili, responsável política sénior da FAO e principal autora do relatório. “Eles podem ter de sacrificar outras necessidades básicas, apenas para poderem comer regularmente, e o que obtêm muitas vezes não é o alimento mais nutritivo. Quando alguém sofre de insegurança alimentar grave, fica um dia ou mais sem comer. Em outras palavras, é muito provável que tenham passado fome.”
 

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