Intercâmbio com europeus auxilia produtores de Minas Gerais

Agronegócio

Intercâmbio com europeus auxilia produtores de Minas Gerais

Por:
2 acessos

Agricultores brasileiros ligados ao Projeto Barracão do Produtor serão beneficiados com o intercâmbio de informações do Programa de Cooperação Técnica Brasil-França. Representantes de órgãos públicos ligados à agricultura, pesquisa e abastecimento reuniram-se com especialistas franceses na CeasaMinas, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para discutir as novas ações do programa para os próximos quatro anos.

O grupo tem atuado em parcerias no setor de pesquisa e de apoio à comercialização para aprimorar a cadeia produtiva da batata em Minas Gerais. A participação dos Barracões também incluirá a melhoria da cadeia de outros produtos. Em 11 anos, o acordo já beneficiou experiências com a produção de batatas-semente, o Projeto Queijo Minas Artesanal e o Barracão dos Produtores.

Nessa etapa, a equipe binacional visitou as unidades do Barracão em Caldas e em Jaguara, no município de Onça do Pitangui. Também conheceram o Conselho de Desenvolvimento Rural de Inhapim. “O associativismo existente em Inhapim poderá servir de base para o início das operações do Barracão do município”, explica Romeu Diniz, da seção de Unidades do Interior da CeasaMinas. As três unidades poderão ser as primeiras a atuar em conjunto com o Programa de Cooperação Técnica.

Minas Gerais tem hoje 28 unidades do Barracão focados na adequação dos produtos hortigranjeiros às normas de classificação, embalagem e rotulagem. O superintendente da secretaria estadual de Agricultura, José Donizete da Silva, diz que o Barracão do Produtor tem auxiliado a reduzir custos de produção e agregado valor às mercadorias.

Programa:

O agrônomo francês Phillipe Navassartin diz que o programa de intercâmbio tem procurado se adaptar às realidades regionais. “Não se trata apenas de transferir as idéias e tecnologias da França. Isso nos permitirá uma ligação mais forte com os produtores daqui”, afirma. Navassartin explica que a introdução das variedades francesas de batata deve vir acompanhada da administração do mercado. “Isso evitará que oscilações na demanda e oferta tragam prejuízos aos produtores”.

Segundo Romeu Silva, as ações serão praticadas de acordo com as necessidades dos produtores nos conceitos de pós-colheita, mercado, comercialização, qualidade, gestão da produção e sistema de informação de mercado. O grupo estuda a possibilidade de levar produtores e técnicos ao Salão Internacional de Frutas e Legumes (Sifel) de Aquitaine, na França, que ocorre em março de 2005. O evento apresenta as novidades em insumos para o setor, equipamentos e conjuntos de circuitos técnicos sobre os produtos, incluindo seminários, palestras e simpósios.

A troca de informações e experiências entre as instituições mineiras e francesas tem buscado subsídios para a política global de ação no setor alimentar desde a produção agropecuária, de carne de suínos, de legumes, aqüicultura de água doce e da cachaça. O chefe do Departamento Técnico da CeasaMinas, Gilson Santos Neves, responsável pela organização da comercialização da batata-consumo, diz que os relatórios de trabalho e atividades dos projetos beneficiados pelo intercâmbio com a França até 2002, além das propostas para os próximos quatro anos estão em análise pelos franceses.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink