Interdição de aviários causa prejuízo de R$ 3 milhões no MT

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Interdição de aviários causa prejuízo de R$ 3 milhões no MT

Em 2 de agosto foi firmado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o frigorífico, Avimar e Indea
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Em 2 de agosto foi firmado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o frigorífico, Avimar e Indea

Um prejuízo de R$ 3 milhões é estimado pela União Avícola Agroindustrial de Nova Maringá com a interdição de aviários após notificação do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). No dia 2 de agosto foi firmado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o frigorífico – arrendado por uma multinacional –, a Associação dos Avicultores de Nova Marilândia (Avimar) e o Indea. Desde então, a associação e a empresa realizam, com apoio da prefeitura local, as medidas de biosseguridade recomendadas pelo órgão estadual.

A medida foi tomada após confirmação de foco de Laringotraqueíte Infecciosa Aviária (LTI) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no município. “É uma doença que nunca teve ocorrência no Estado”, observa a médica veterinária e diretora técnica do Indea, Daniella Soares de Almeida Bueno. A suspeita que levou à confirmação da doença surgiu após um levantamento dos aviários da região, quando constatou-se mortalidade aviária acentuada com sinais clínicos respiratórios e nervosos. “Identificamos que a parte de biosseguridade estava muito deficiente”.

Conforme ela, parte dos aviários da região são muito antigos. “Condicionamos o novo alojamento mediante o cumprimento das medidas”. Para que os ajustes fossem feitos, foram sacrificadas as aves doentes e aguardado o prazo de 30 dias para que as demais pudessem ser abatidas e os aviários da região esvaziados. Entre as condições mínimas estabelecidas no TAC para operação dos aviários estão: a instalação de tela à prova de pássaros, animais domésticos, silvestres e roedores; controle e registro do trânsito de veículos e pessoas ao estabelecimento, sinalização para evitar entrada de pessoas alheias ao processo produtivo; uso de vestuário/calçados adequados para o trabalho interno; controle de pragas; lavagem e desinfecção completa com troca de cama; análise microbiológica da água anualmente e destinação adequada de água utilizada para limpeza das aves, entre outras.

Na última semana, o vice-presidente de operações da multinacional, Hélio Rubens Júnior, esteve no município para conhecer as instalações da União Avícola Agroindustrial e todo o sistema de produção integrada. Durante a visita, que foi acompanhada pelo prefeito de Nova Marilândia, Wener Santos, Rubens Júnior assegurou apoio para modernizar e expandir os aviários. Em 2015, a companhia anunciou investimentos de R$ 1,3 bilhão no Estado. Em 5 de agosto encerrou parte das operações na unidade mantida em Várzea Grande, onde suspendeu o abate de frangos.

A empresa mantém operações comerciais em vários países e quer expandir a atuação em Nova Marilândia. A intenção é dobrar a produção, com a habilitação do frigorífico local para exportação de frango à China e outros mercados asiáticos. 

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