Intervenção direta na produção é descartada

Agronegócio

Intervenção direta na produção é descartada

Mercado de etanol no Brasil
Por:
2041 acessos
Agencia Senado - Durante audiência pública para debater o mercado de etanol no Brasil, realizada nesta sexta-feira (6) na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) formulou várias questões aos expositores, entre as quais uma sobre a possibilidade de o governo federal exercer o controle rígido da produção de álcool no país.

Em resposta, o secretário-adjunto da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Rutelly Marques da Silva, afastou a possibilidade de intervenção direta do governo no setor. Segundo ele, o que o Executivo pretende é apenas facilitar, por exemplo, o armazenamento de estoques de álcool pelos usineiros através da disponibilização de linhas de financiamento mais atraentes.

Acir Gurgacz também questionou os palestrantes sobre a viabilidade de cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia. Cid Jorge Caldas, do Departamento de Cana-de-Acúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, explicou que o cultivo de cana-de-açúcar na região não é economicamente viável devido à abundância de chuvas.

Gurgacz manifestou preocupação com o aumento dos preços do álcool e da gasolina e seu efeito sobre a inflação.

- Embora o governo, por meio da Petrobras, mantenha os preços sob controle, um quarto do litro da gasolina vendida nos postos é composto por álcool anidro. E desde o início do ano, o preço do etanol disparou – disse.

Interação

Na audiência, também foram respondidas perguntas enviadas por internautas. Tiago da Silva Leite, da cidade de São Paulo, perguntou se não seria interessante o Brasil comprar gasolina da Argentina ou da Venezuela, onde os preços são menores que no Brasil.

Ricardo de Gusmão Dornelles, diretor do Departamento de Recursos Renováveis do Ministério de Minas e Energia, descartou a possibilidade porque, segundo ele, os dois países vizinhos concedem subsídios à produção e não necessariamente aceitariam exportar a gasolina para o Brasil nos mesmos termos.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink