Irga adere ao Programa Pró-Milho/RS
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Imagem: Eliza Maliszewski
ROTAÇÃO DE CULTURAS

Irga adere ao Programa Pró-Milho/RS

O Irga tem realizado diversas experiências com milho em áreas de arroz irrigado
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O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), dentro da sua política de incentivo à produção de arroz em rotação com outras culturas, está aderindo ao Programa Pró-Milho/RS, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). O Irga tem realizado diversas experiências com milho em áreas de arroz irrigado em suas estações de pesquisa.

Consultor do Irga, o professor Paulo Regis Ferreira da Silva lembra que os estudos com milho na autarquia existem há muitos anos, mas recomeçaram com mais intensidade em 2013.  “Do ponto de vista econômico, a utilização de milho em regiões orizícolas do RS seria benéfica pela possibilidade de atração de investimentos para utilização de grãos na criação de aves e suínos e de silagem de planta inteira ou de grãos na pecuária de corte ou na de leite em sistemas integrados de produção na metade Sul do Estado”, explica o professor.

As experiências mais recentes do Irga apontam para uma produtividade de até 14 toneladas por hectare, bem acima da média registrada no Estado de 7,4 t/ha. Em 2019, o Estado plantou 763,9 mil hectares de milho.

“Em experimentos conduzidos em área de arroz irrigado, temos atingido rotineiramente produtividades de 12,0 t/ha. O recorde atingido foi de 14,5 t/ha. Obviamente, essas altas produtividades só são atingidas com eficiente drenagem, com irrigação complementar e com as demais práticas de manejo em alto nível”, explica Paulo Regis.

No cultivo do milho há a utilização de outras moléculas de herbicidas para o controle de plantas daninhas, principalmente o arroz daninho.  Além disso, o milho agrega uma quantidade muito grande de palha ao sistema, o que aumenta o teor de matéria orgânica no solo.

“Dentro das potencialidades do milho nas áreas de arroz, visualizamos que, pelo fato de haver disponibilidade de irrigação, isto poderia suprir a planta de milho com água nos períodos críticos, através da irrigação complementar, em anos com deficiência hídrica. Obviamente, para se ter milho em áreas de arroz, um dos pré-requisitos essenciais é que a área conte com um eficiente sistema de drenagem e que as demais práticas de manejo, como por exemplo adubação e arranjo de planta, sejam adequados”, acrescenta o professor Paulo Regis.

O engenheiro agrônomo do Irga Ricardo Kroeff ressalta que a autarquia preconiza o sistema integrado sustentável, tanto econômica quanto ambientalmente. Buscando uma lavoura sustentável no sentido amplo da palavra, o Irga preconiza sistemas de produção onde o milho pode e deve fazer parte.

“O que queremos nas lavouras são sistemas integrados sustentáveis. O Programa Pró-Milho/RS será mais um projeto para fazer parte do nosso sistema integrado da lavoura de arroz, pois queremos que tenha pecuária, soja e agora milho também”, complementa Kroeff.

PRÓ-MILHO/RS

Com o objetivo de aumentar a produção de milho, tornando o Rio Grande do Sul autossuficiente no cereal, a Seapdr lançou em fevereiro deste ano, durante a abertura da colheita do milho, o Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho/RS). Um dos motivos para a criação do programa é o fato de que a produção gaúcha ainda não atende à demanda. Além da alimentação humana, o cereal é essencial para as cadeias produtivas da proteína animal, como avicultura, suinocultura e bovinocultura de corte e leite.

As discussões para a idealização do programa ocorreram ao longo de 2019 na Câmara Setorial do Milho, que criou grupos de trabalho para analisar questões como produção, qualidade e crédito e comercialização. Foram discutidas diretrizes, metas e estratégias para o programa.

Na produção, a estratégia será intensificar a assistência técnica aos produtores, ter maior eficácia tecnológica na produção, ampliar a área irrigada de milho, pesquisar variedades mais adaptadas a cada região e aumentar a produtividade em regiões de menores resultados por área.

No item qualidade, o grupo indicou a necessidade de ampliar o número de secadores de grãos, modernizar os procedimentos de recebimento, limpeza e secagem e aumentar a capacidade estática de armazenamento no Estado.

Para crédito e comercialização, definiu-se que é preciso ampliar comercializações antecipadas e a utilização de mecanismos de travamento de preços, como contrato a termo, mercado futuro e contrato de opções; agilizar as contratações dos financiamentos de custeio e investimento; e buscar parcerias com agentes financeiros e bancos de fábrica para financiamentos de equipamentos de irrigação, secadores e armazéns.


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