Irrigação: Tecnologia ainda é cara
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Agronegócio

Irrigação: Tecnologia ainda é cara

Para Ivar Pavan, é preciso avançar nas pesquisas de equipamentos mais baratos
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Segundo Ivar Pavan, investimento a ser feito é grande, é preciso avançar nas pesquisas e desenvolvimento de equipamentos cada vez mais baratos e compatíveis com o custo beneficio de uma lavoura irrigada
 
A falta de água, em decorrência da estiagem, ainda preocupa e pessoas, plantas e animais sofrem em conseqüência disso. Para aliviar os efeitos causados pela seca, o governo libera incentivos, que são absorvidos pelos municípios em emergência. Apesar detodos os investimentos que são disponibilizados para amenizar as consequências causadas pelo clima, as medidas para prevenir que esses efeitos aconteçam têm um custo benefício que não compensa.

Conforme o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, a irrigação é uma alternativa importante para uma parcela de agricultores, no entanto não é tarefa fácil garantir uma lavoura irrigada para todos os produtores. “Primeiro porque não temos água suficiente para irrigar toda essa área. Segundo porque a tecnologia que está disponível hoje é muito cara e armazenar água da chuva para ser utilizada, teria um custo muito elevado”, justifica ele.

Políticas efetivas, custos altos

Na opinião de Pavan, o Estado ainda vai demorar algumas décadas para ter uma política que seja suficientemente efetiva pra enfrentar os problemas da estiagem. “Há um investimento a ser feito muito grande, uma necessidade de avançar nas pesquisas para produzirmos equipamentos cada vez mais baratos e compatíveis com o custo beneficio de uma lavoura irrigada”, pontua. Para ele, além disso é preciso um investimento público que nem o governo federal, nem o estadual tem o suficiente à disposição. “Existem alternativas, mas ainda hoje são soluções caras e que não necessariamente resolvem a situação de todos os produtores”, enfatiza.

A instalação de um sistema de irrigação não é viável, segundo Pavan, pois exigiria um alto investimento público a fundo perdido. “Se fossemos irrigar só na agricultura familiar um hectare em cada propriedade, teríamos um investimento total de R$ 2,5 bilhões. Um hectare não significa nada na vida dos 380 mil agricultores”, argumenta ele, sem estimar o custo que teria um programa completo de irrigação, que mesmo ainda teria outro custo. “A que custo se armazena água no inverno para ser usada no verão? Teriam que ser grandes barragens, serem conduzidas produtos de média e longa distância e a despesa de conduzir e distribuir na época da falta de chuva seria incompatível com o custo beneficio do investimento”, conclui.
 
Medidas de auxílio

As medidas de auxílio que estão sendo disponibilizadas aos agricultores que tiveram sua produção afetada pela estiagem envolvem recursos que são destinados pelo governo para amenizar a situação. De acordo com Pavan, o foco é o tema emergencial. “Todas as medidas do governo que foram anunciadas e estão em execução são medidas para socorro humanitário e emergencial, tanto para as famílias quanto para os animais”, destaca ele.

O governo liberou no sábado, 14, R$ 15 milhões que foram divididos entre todas as prefeituras que decretaram situação de emergência, repassando R$ 60 mil para cada município. “São investimentos para fazer o socorroàs cidades em abastecimento de água para consumo, alimentação, medicamentos, recuperação de fontes e de poços, isso para garantir que nem pessoas nem animais fiquem sem água”, observa o secretário.

Ainda, segundo Pavan, foi liberado o valor de R$ 2.710 milhões para pagamento de convênios para construção de 700 microaçudes e R$ 4milhões para cooperativas de assentados, para recuperação dos assentamentos. “Colocamos à disposição as sementes de milho para safrinha, num total de 70 mil sacas, onde 35 mil já foram entregues”, afirma ele.

Para os municípios que tiveram precipitação, mesmo que em índices baixos, o governo colocou à disposição o valor de R$ 2 milhões a juro zero, para buscar recursos junto aos sindicatos e cooperativas para o plantio de sementes forrageiras. Outra medida tomada tem relação com a nutrição animal. “O Ministério do Desenvolvimento Agrário o Ministério da Agricultura assumiram o compromisso de transferir o milho do Mato Grosso para o Rio Grande do Sul, onde o governo federal subsidiaria o frete e faria o grãochegar com o preço de Mato Grosso, em torno de R$ 18,00 a R$ 20,00 a saca”, conclui.

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