John Deere fecha acordo para avançar no mercado de cana

Agronegócio

John Deere fecha acordo para avançar no mercado de cana

Parceria pode incrementar receita de vendas da John Deere, afirma Aaron Wetzel, presidente da empresa no Brasil
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A John Deere e a Auteq Telemática assinaram ontem acordo para que a empresa de tecnologia passe a vender seus produtos na rede de distribuição da fabricante de máquinas agrícolas. A linha de computadores de bordo e softwares da Auteq, destinada especificamente para o acompanhamento do desempenho do trabalho de máquinas agrícolas, será voltada para o maquinário utilizado nas lavouras de cana-de-açúcar.

Por meio da joint venture, a rede de lojas da marca John Deere, que tem 165 unidades no país, passará a ser o principal canal de distribuição da Auteq, afirma Tácito de Almeida, diretor industrial da empresa de tecnologia. Para a John Deere, abre-se a possibilidade de comercialização de máquinas com maior valor agregado, o que pode ajudar a impulsionar as receitas da companhia. O setor de máquinas agrícolas tem enfrentado quedas consecutivas de vendas nos últimos meses como decorrência da crise financeira global.

Inicialmente, os acessórios serão vendidos separadamente, mas a John Deere pretende fazer com que as máquinas já saiam de suas fábricas com o equipamento. "Queremos isso o mais breve possível", diz Aaron Wetzel, presidente da John Deere Brasil e vice-presidente de vendas e marketing da companhia para a América Latina.

"A aliança tem uma importância estratégica", afirma o executivo. A John Deere já tem uma fatia considerável do mercado de máquinário agrícola voltado às lavouras de cana-de-açúcar, mas os adicionais podem contribuir para elevar o faturamento da empresa no Brasil. "O mercado todo tem enfrentado momentos difíceis com a crise financeira. Uma das maneiras para melhorar o quadro é diversificar a linha de produtos", disse.

Os mercados emergentes em geral, e o Brasil em particular, ganharam peso maior nos negócios da John Deere nos últimos anos. A empresa já revelou sua preocupação com o impacto que a crise financeira global pode ter sobre as vendas nesses países. Em maio, a companhia admitiu que o recuo das vendas na América do Sul pode chegar a 30% - três meses antes, a previsão de queda era de 25%.

A John Deere interrompeu a produção de colheitadeiras na unidade de Horizontina (RS), mas já informou que as atividades serão retomadas neste mês. Ainda assim, o executivo é reticente em fazer previsões mais otimistas para o mercado. "É difícil saber quando a demanda vai voltar aos níveis do fim de 2008 ou do início do ano", disse.


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