La Niña agoniza em fevereiro: E AGORA?
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Imagem: Pixabay
AGROTEMPO

La Niña agoniza em fevereiro: E AGORA?

Ventos polares devem se reativar, pelo menos parcialmente
Por: -Leonardo Gottems

Graças à redução da atividade dos ventos polares e à dissipação do fenômeno climático “La Niña”, os ventos tropicais conseguiram penetrar no interior do Cone Sul da América do Sul, trazendo chuvas abundantes na maior parte da área agrícola. A afirmação é do engenheiro agrônomo especialista em agroclimatologia Eduardo Sierra.

Em relatório sazonal do clima da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o especialista destaca que o funcionamento da atmosfera já está firme: “A expectativa é que o restante da campanha 2020/2021 mantenha um cenário de fortes flutuações térmicas e chuvas um pouco abaixo da média, mas suficientes para o desenvolvimento das lavouras”.

Durante janeiro e fevereiro, aponta Sierra, “La Niña” continuará a enfraquecer, mas os ventos polares devem se reativar, pelo menos parcialmente. Por este motivo, o regime hídrico observará um comportamento moderadamente inferior ao normal, enquanto o regime térmico permanecerá próximo da média, mas com quedas térmicas frequentes.

Em fevereiro, haverá uma forte concentração de chuvas no norte da área agrícola, com focos secundários no oeste e no sul, enquanto grande parte do centro-leste registrará chuvas moderadas a baixas, o que reativará a seca.

Março irá observar uma distribuição de chuvas semelhante a fevereiro, então o centro-leste da área agrícola continuará a registrar deficiências de umidade. As bacias superiores do Paraná e do Paraguai receberão chuvas moderadas a abundantes, que irão aumentar gradativamente suas vazões, embora sem atingir seus níveis normais.

PRÓXIMA TEMPORADA

Sobre o cenário possível para a campanha 2021/2022, ele considera cedo para prever a volta do fenômeno climático. “Vale destacar que as versões sobre um segundo episódio consecutivo de La Niña, divulgadas por alguns centros internacionais, como o NOAA (agência climática oficial dos Estados Unidos), são um tanto prematuro, portanto, a vigilância deve continuar até que indicadores confiáveis estejam disponíveis”.


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