Laticínios avançam no Centro-Oeste


Agronegócio

Laticínios avançam no Centro-Oeste

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Elegê e Saga Industrial investem R$ 35 milhões na construção de fábricas de leite longa vida. A combinação de incentivos fiscais e pouca concorrência está atraindo investimentos na área leiteira para o Mato Grosso do Sul. A Elegê e a recém-criada Saga Industrial anunciaram que pretendem investir R$ 35 milhões na produção de leite longa vida (UHT) no estado. "Conseguimos emplacar nossa fábrica em Mato Grosso do Sul porque passamos a contar com incentivos", diz Carlos Rosso, sócio da Saga.

Segunda maior fabricante de longa vida do País, a Elegê vai instalar no município de Nova Andradina sua sexta fábrica de UHT no País. A cidade foi escolhida pela sua localização estratégica, a meio caminho entre a região de Bolsão e Glória de Dourados, as duas principais bacias leiteiras do estado, e próxima da fronteira com São Paulo e da hidrovia Tietê-Paraná.

A nova unidade da Elegê consumirá R$ 25 milhões em investimentos e deve entrar em operação no início de 2004. A expectativa é fechar o primeiro ano com 100 litros processados por dia e atingir a capacidade máxima de 450 mil litros em 2008.

Já a Saga Industrial será a primeira indústria sul-mato-grossense a atuar na produção de leite longa vida. A companhia de laticínios começará a funcionar a partir de junho deste ano, com uma produção inicial de 100 mil litros de leite por dia. A meta é chegar a 350 mil litros diários até 2005.

O Mato Grosso do Sul, que tem tradição na produção de leite, não produz laticínios. "Estamos praticamente inaugurando o ramo de laticínios no estado", diz Delci Maccari, um dos sócios da Saga.

A Saga Industrial cresceu graças aos incentivos concecidos pela prefeitura de São Gabriel do Oeste. O município doou uma área de 50 mil metros quadrados para a instalação da fábrica e ainda se propôs a cercar o terreno e a custear as obras de terraplanagem. Os sócios da indústria ainda pleiteiam a redução de 67% do ICMS durante oito anos. A Saga investiu R$ 10 milhões no negócio.

De acordo com a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a produção de leite do estado é da ordem de 450 milhões de litros por ano. Cerca de 80% seguem para outros estados, onde são beneficiados. "Exportamos o leite ‘in natura’ e o importamos beneficiado, para ser consumido aqui com valor agregado", diz Adriana Mascarenhas, economista da Famasul. É de olho nesse mercado que a Saga Industrial e a Elegê estão interessadas. Ambas querem atender a demanda por leite longa vida do Mato Grosso do Sul.

O empreendimento deve gerar 120 empregos diretos e outros 1,2 mil indiretos. O grupo capta o leite junto a 700 pequenos e médios criadores do estado.


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