Lavoura das margens do Santo Antônio está dentro das normas ambientais
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Agronegócio

Lavoura das margens do Santo Antônio está dentro das normas ambientais

"Seria quase impossível um dano ambiental, sendo que a maioria dos defensivos usados é de tarja verde ou azul, quase nenhuma periculosidade ambiental"
Por:
A afirmação é do engenheiro agrônomo Giovanni Rezende Costa, da equipe da Comigo, afirmando que a lavoura de soja das margens do Santo Antônio está dentro das normas ambientais. Ele fala em nome do fazendeiro Gilberto Scudeller Pena que planta soja nas margens do Córrego Santo Antônio, manancial cujas águas abastece a cidade de Iporá. Dias atrás o vereador Valdeci Lima (PT) levantou aqui neste site a denúncia de que aquele plantio de soja poderia estar contaminando o córrego com agrotóxicos.

Sobre este assunto temos agora a manifestação do produtor, o qual tranquiliza a população, mostrando a forma como é feito o manejo na lavoura.

Direito de resposta

Na quinta-feira, 22, foi publicado um artigo no Oeste Goiano, difamando a integridade de um produtor rural do município. Esse Produtor Rural (Gilberto Scudeller Pena), um geólogo aposentado de renome, bastante respeitado na área geológica. É um ícone na região como administrador de lavouras, que sempre segue à risca todas as recomendações técnicas feitas pelos agrônomos da COMIGO e rege de todas as normas ambientais possíveis segundo a lei florestal, respeitando as delimitações de margens de rios, nascentes, onde existe faixas de APP’s (Área de Preservação Permanente) maior do que pede a lei (hoje é de 30 m e tem lugares que o produtor deixa mais de 100 m), sempre com fiscalização de órgãos competentes como o IBAMA e a Polícia Florestal. Segue as normas regulamentadoras trabalhistas NR 31, como segue no link: (www.guiatrabalhista.com.br/legislação/nr/nr31.html) , onde seus funcionários usam EPI´s, todas as embalagens de defensivos agrícolas são feitas a tríplice lavagem, após são devidamente armazenadas e devolvidas ao depósito de recebimento de embalagens de Iporá; a captação de água é feita de forma independente, num tanque de água de 12.500l, que abastece o pulverizador com outra mangueira, minimizando os riscos de uma sequer pequena contaminação; conforme orientação do Agrônomo da COMIGO que sempre segue em preservação do meio ambiente.
 
Onde está a prova de que os peixes estão morrendo? Conforme os moradores não identificados dizem; lembrando que de 1 de Novembro a 28 de Fevereiro é período da Piracema, onde a pesca é proibido. Para mostrar a falta de informação de alguns, segue a toxidade dos defensivos agrícolas e seu grau, sendo que para contaminação do lençol freático, seria necessária uma grande quantidade de agrotóxicos diretamente jogados na água; e apenas uma lavoura ou várias conseguiriam contaminar; e se o rio estiver contaminado como dizem, precisaria fazer uma análise da água antes de qualquer denúncia. Veja abaixo:
Toxicidade dos defensivos agrícolas

A toxicidade da maioria dos defensivos é expressa em termos do valor da dose média letal (DL50), por via oral, representada por miligramas do produto tóxico por quilo de peso vivo, necessários para matar 50% de ratos e outros animais testes.

Assim, para fins de prescrição das medidas de segurança contra riscos para a saúde humana, os produtos são enquadrados em função do DL50, inerente a cada um deles, conforme mostra a Tabela 6.

Tabela 6. Classificação toxicológica dos agrotóxicos em função do DL50.
 
 
Classe toxicológica Descrição Faixa indicativa de cor

I Extremamente tóxicos (DL50 < 50 mg/kg de peso vivo) Vermelho vivo
II Muito tóxicos (DL50 – 50 a 500 mg/kg de peso vivo) Amarelo intenso
III Moderadamente tóxicos (DL50 – 500 a 5000 mg/kg de peso vivo) Azul intenso
IV Pouco tóxicos (DL50 > 5000 mg/kg de peso vivo) Verde intenso

Seria quase impossível um dano ambiental, sendo que a maioria dos defensivos usados é de tarja verde ou azul, quase nenhuma periculosidade ambiental.

Como um trecho do jornal dizia “a lavoura possui vários declives o que facilita o escoamento dos venenos para o leito do rio”, para se ter noção a vazão de água utilizada na lavoura é de 100 l/há, ou seja, 10 ml de água por metro quadrado (somente 5% desse volume é de agrotóxicos e o resto é água), molhando apenas as folhas, seria impossível um escoamento mesmo com chuvas após as aplicações, pois as doses dos produtos são muito baixas. Outro trecho “... rebaixou todas as curvas de níveis... As curvas de níveis evitariam que a água escoasse livremente para o leito do rio, formando anteparos a fim de evitar o assoreamento e uma possível contaminação”. As curvas de níveis são imprescindíveis quando não existe palhada, onde não há matéria orgânica, onde não são feitas as devidas práticas de conservação do solo, onde não é feito o “plantio direto”, pois fazendo essas práticas, evitamos o escorrimento acelerado da chuva que venha a ocorrer o início de erosões que seria prejudicial a lavoura. E mesmo se estiver “escorrendo” a água das chuvas, a área de APP’s, existem bastante massa de capim, que funciona além barreira, como um filtro; e não existe assoreamento na área e as curvas de níveis rebaixadas não trazem nenhum perigo para o assoreamento do rio, pois não existem galerias pluviais e nem solo descoberto..

“A produção de soja é inerentemente deletéria”, neste outro trecho da reportagem diz que a soja danifica e destrói. “E o uso impróprio, senão o uso destes agrotóxicos pode provocar a contaminação do solo, água, animais e pessoas”. Todos os agrotóxicos usados em lavouras, precisam por lei serem recomendados por um Engenheiro Agrônomo e todos os defensivos usados na lavoura são de recomendação do Agrônomo da COMIGO de Iporá, Giovanni Rezende Costa, que segue todas as recomendações ambientais e a COMIGO é um ícone Nacional em Cooperativas que respeitam o código Florestal, tem alta responsabilidade sócio-ambiental, desenvolvndo prêmios de gestão ambiental, atividades para o incentivo dos cooperados.

Segue dados para receitas e emissões de receituários agronômicos:
Receituário agronômico

Somente os engenheiros agrônomos e florestais, nas respectivas áreas de competência, estão autorizados a emitir a receita. Os técnicos agrícolas podem assumir a responsabilidade técnica de aplicação, desde que o façam sob a supervisão de um engenheiro agrônomo ou florestal (Resolução CONFEA No 344 de 27-07-90).

Para a elaboração de uma receita é imprescindível que o técnico vá ao local com problema para ver, avaliar, medir os fatores ambientais, bem como suas implicações na ocorrência do problema fitossanitário e na adoção de prescrições técnicas.
As receitas só podem ser emitidas para os defensivos registrados na Secretaria de Defesa Agropecuária - DAS do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que poderá dirimir qualquer dúvida que surja em relação ao registro ou à recomendação oficial de algum produto.

SOJA

A soja é a cultura mais plantada no Brasil, onde trás além de geração de empregos, uma das maiores receitas para os municípios onde são plantadas em grande escala (como em Rio Verde, Jataí, Montividiu), onde não existem problemas com contaminação de rios e afluentes (Rio Verdão, Rio Verdinho, Rio Claro, onde existem muitos peixes) e o uso de agrotóxicos por área é inúmeras vezes maior do que em Iporá e tem todo o apoio do poder municipal, pois pela visão dos políticos, com a agricultura a região desenvolve mais rápido, aumenta a receita do município, gera mais empregos e atrai o interesse de grandes indústrias para a cidade.

O vereador que participou da denúncia, mostra-se preocupado com essa questão; não deve estar preocupado com o desenvolvimento do município e disse que elaborou um documento e vai denunciar o problema ao ministério público. Ele deveria ser mais bem informado, quando for atrás de uma denúncia.

Espero que com esses esclarecimentos a população não se iluda com as denúncias de pessoas que falam sem ter uma mínima noção do assunto. A equipe técnica da COMIGO (Engenheiro Agrônomo – Giovanni Rezende Costa) encontra-se à disposição para esclarecimento de dúvidas gerais.

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