Lavoura de arroz vai ocupar 31 mil hectares na região

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Lavoura de arroz vai ocupar 31 mil hectares na região

Houve atraso, mas previsão é de que o plantio seja concluído em breve. Preços pagos ao produtor estão em baixa
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Após começar com atraso por causa da chuva em setembro e no início de outubro, o plantio de arroz no Vale do Rio Pardo deve ser concluído nos próximos dias. Serão 30.740 hectares cultivados, dos quais 85% foram semeados na época ideal, isto é, até 15 de novembro. O inverno chuvoso e a demora de liberação de campos com pecuária, em especial os arrendados, impediram o preparo antecipado do solo em muitas propriedades, e isso causou a demora.

Lavouras plantadas após 15 de novembro perdem o aproveitamento da radiação solar e tendem a enfrentar mais problemas em controlar pragas e plantas daninhas. Isso eleva o custo da cultura. O Vale do Rio Pardo cultivará 3,03% da área total gaúcha, prevista em 1,01 milhão de hectares. O Rio Grande do Sul reduzirá 6,4% as lavouras, ou 67 mil hectares. O alto custo de produção e os baixos preços, que afetam a renda do rizicultor, são responsáveis pela diminuição. As lavouras semeadas mais cedo já têm plantas chegando à inflorescência, isto é, passando da fase vegetativa à reprodutiva, quando se formam os grãos.

Ricardo Tatsch, engenheiro agrônomo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) em Rio Pardo, responde também por lavouras de Pantano Grande, Passo do Sobrado e o lado norte de Encruzilhada do Sul, e considera bom o desenvolvimento da cultura até aqui, mas enfatiza que é cedo para prever produtividade e o tamanho da colheita. “Depende do clima na fase reprodutiva”, avisa. Em linhas gerais, a expectativa é de uma safra normal, produzindo mais de 7,6 mil quilos por hectare. No ciclo passado chegou a 7,95 mil quilos por hectare.

Na área que compreende Cruzeiro do Sul, Venâncio Aires, Vale Verde, Santa Cruz, Vera Cruz, Candelária, Vale do Sol, Novo Cabrais e Cerro Branco, vinculadas ao núcleo do Irga em Candelária, o plantio também está na reta final. As lavouras retardatárias são exatamente as de Vera Cruz e Santa Cruz. “Temos uma área importante de plantio pré-germinado, menos dependente do clima e foi plantada mais cedo”, afirma o engenheiro agrônomo José Fernando Rech de Andrade. Neste conjunto de municípios a lavoura encolheu 900 hectares, ou 4%. O total fechará o previsto, em 17.050 hectares. Na região Central, a superfície orizícola reduzirá perto de 4% também, e não deve passar de 138,3 mil hectares, 5,6 mil a menos que no ciclo 2017/2018.

Preços

Depois de alcançar de R$ 45,00 a R$ 46,00 por saca de 50 quilos de arroz em casca na região no final de setembro, os rizicultores viram o preço despencar para os atuais R$ 38,00 a R$ 39,00 em plena entressafra. O aumento de oferta em outubro – para pagar parcelamentos de custeio e dívidas –, queda do consumo, saída das grandes indústrias do mercado e a concorrência do Mercosul são apontados como fatores de retração.
A expectativa é de que haja uma reação na próxima safra por causa da balança comercial positiva. O Brasil vai exportar mais de 1,5 milhão de toneladas, com saldo de 600 mil toneladas, e colherá 11,27 milhões de toneladas, 800 mil a menos que na safra passada.

Fique de olho

Uma dica importante aos consumidores é monitorar os preços nos supermercados, de olho nas promoções. O arroz está entre os produtos mais baratos da cesta básica, mas encontra-se o quilo do agulhinha, Tipo 1, branco ou parboilizado, nos supermercados de Santa Cruz do Sul, por R$ 2,28 a R$ 4,20, dependendo da marca e posicionamento no mercado.

O pacote de cinco quilos pode ser encontrado, em média, entre R$ 13,00 e R$ 17,00. Mas, em especial no meio do mês e da semana, é possível achar pacotes de cinco quilos abaixo de R$ 10,00, de um quilo, por R$ 1,79. Se a pedida for por variedades especiais para um cardápio regional – arroz de carreteiro ou galinhada, o cateto (grão curto) pode chegar a R$ 9,00 por quilo.

Já se a pedida é uma variedade especial (japonês, preto, vermelho, aromático – Basmati, Jasmin – ou arbóreo, o italiano para risoto), o preço já pula para mais de R$ 18,00 por quilo. Mas, neste caso, pode-se encontrar diferenças de R$ 2,00 a R$ 4,00 em diferentes lojas.

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