Lavouras de canola ocupam área 5 vezes maior que há 4 anos

Agronegócio

Lavouras de canola ocupam área 5 vezes maior que há 4 anos

Contratos de venda antecipada dão estabilidade à cultura
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Produtores apontam uma série de vantagens sobre o trigo enquanto aprimoram o manejo da nova opção de cultivo. Contratos de venda antecipada dão estabilidade à cultura

A oleaginosa de flor amarela, que tem um teor de óleo duas vezes maior que o da soja, cresce enquanto aposta de inverno entre os produtores paranaenses. A área de cultivo deste ano, projetada em 21,5 mil hectares, é cinco vezes maior que a de quatro safras atrás.


O investimento da empresa Sementes Plantar na produção de canola é um exemplo dessa novidade no campo. Até o ano passado, essa cultura não fazia parte das atividades do grupo, que trabalha também com soja, milho, trigo e aveia na região de Cascavel. Luiz Carlos Nardi, agrônomo e coordenador do Departamento Técnico da Plantar, enumera as vantagens que fizeram a empresa escolher a canola: a oleaginosa não compete diretamente com a soja; se adapta bem ao Oeste do Paraná e participa do sistema de rotaçao de cultura.


Em comparação com o trigo, a canola é mais tolerante à geada e apresenta rendimento mais estável, uma vez que o preço é cotado a partir do mercado da soja, relata Nardi. Outra vantagem vem da comparação dos custos. O investimento na canola corresponde a 18,5 sacas por hectare, enquanto o trigo exige gastos que equivalem a 40 sacas por hectare, compara. A oleaginosa de inverno está em espaços da Plantar antes cultivados com trigo e aveia.


“Este é nosso primeiro ano de cultivo comercial de canola. No ano passado, agrônomos do grupo acompanharam a safra em outras áreas. Domesticando o manejo, pretendemos aumentar a área de cultura nos próximos anos”, afirma. Em 2011, estão sendo plantados 350 hectares, 5% da área da empresa. A produtividade esperada é de 33 sacas/ha. O destino da produção será para a fabricação de óleo de cozinha. Se no trigo a colheita oferece de 5 a 10 sacas a mais que a produção necessária para cobrir os custos, a canola rende perto de 15 sacas de lucro.

Gibran Araújo é veterano no cultivo. Ele introduziu a canola na região de Guarapuava há quatro anos. O produtor pretende ocupar 200 ha de sua propriedade com a cultura. Neste inverno, o restante das terras recebe cevada (450 ha) e trigo (600 ha). O destino de sua produção também é para o óleo comestível. Ele espera produtividade de conseguir 25 sacas/ha. E explica: “O potencial de produção chega a 66 sacas/ha. No entanto, a canola ainda é uma cultura nova no Brasil, que está em desenvolvimento.”


A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) estima que a canola vai ocupar 21, 5 mil ha em 2011. Em 2007, eram apenas 3,9 mil hectares. O Oeste do estado é a região que mais tem investido na oleagionsa (37%). O setor ainda depende de sementes importadas para o cultivo. O manejo regional vem sendo testado e desenvolvido pelos próprios produtores, que estabelecem contratos de venda antecipada para garantir renda ao final da colheita.

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