Live promovida pela CNA debate soja carbono neutro
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Imagem: Marcel Oliveira
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Live promovida pela CNA debate soja carbono neutro

CNA promoveu uma live para debater a soja carbono neutro, na quinta (19)
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma live para debater a soja carbono neutro, na quinta (19). O encontro foi moderado pelo presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, e contou com a participação do chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Lima Nepomuceno, e do chefe da Assessoria de Assuntos Socioambientais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Francisco Adrien Fernandes.

Ricardo Arioli destacou que os produtores rurais brasileiros são exemplo na adoção de técnicas de baixa emissão de carbono como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, energias renováveis e bioinsumos. Para ele, projetos como o Carne Carbono Neutro (CCN), desenvolvido pela Embrapa, devem servir como modelo para outras culturas e ser ampliado no Brasil.

“Precisamos urgentemente de uma política nacional de sustentabilidade, que nos permita capturar, em forma de renda para os produtores, todos os avanços da agropecuária brasileira nesse rumo da sustentabilidade. Temos que transformar esse protagonismo em renda e abertura de mercados”, disse.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Soja, com a fixação biológica de nitrogênio na soja são economizados US$ 14 bilhões por ano, que seriam gastos na compra de adubos nitrogenados. Sem a necessidade de fabricação desses insumos, mais de 182 milhões de toneladas de carbono equivalentes deixam de ser lançadas na atmosfera. Com o plantio direto, somando a redução da entrada de máquinas nas lavouras e o carbono retido no solo, 60 milhões de toneladas de carbono são mitigadas.

“O mais importante é que são práticas que reduzem a emissão de carbono e ainda aumentam a produtividade. Agora, precisamos criar parâmetros que possam ser certificados e comprovados cientificamente para trazer agregação de valor aos produtores. Hoje, a média de pagamento de crédito de carbono no mundo é em torno de US$ 10 dólares a tonelada”, afirmou Alexandre Lima Nepomuceno.

Para João Francisco Adrien Fernandes, as tecnologias tropicais utilizadas pelo Brasil –que reduzem emissões e a pressão de abertura sobre novas áreas e aumentam a produção –, são uma vantagem competitiva e estão alinhadas com os anseios globais. Ele reforçou a necessidade de investimentos e parcerias-público-privadas para o desenvolvimento de ferramentas e indicadores que consigam mensurar esses efeitos positivos da agropecuária brasileira.

“Nós conseguimos ter essas tecnologias em grande escala. A estratégia que estamos pensando é como conseguiremos utilizar isso a nosso favor e ter esses benefícios em relação a crédito de carbono, pagamento por serviços ambientais para, de fato, remunerar o produtor”, declarou o chefe da Assessoria de Assuntos Socioambientais do Mapa.

Ricardo Arioli sugeriu que o Programa RenovaBio possa ser uma referência para se desenvolver um mercado de carbono a partir da redução de emissões do plantio de soja.


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