Madeira: Preço da pauta compromete a competitividade de produtos
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Agronegócio

Madeira: Preço da pauta compromete a competitividade de produtos

Conforme Cipem, há discrepâncias entre mercados concorrentes e o taxado em MT
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Conforme Cipem, há discrepâncias entre mercados concorrentes e o taxado em MT

Os preços de pauta dos produtos madeireiros, em Mato Grosso, são em média, até 47% maiores do que os valores cotados nos outros três principais estados produtores e grandes concorrentes no país, respectivamente o Pará, Rondônia e Acre. O alerta foi feito ontem pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), ao divulgar um estudo feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) que comparou preços e tributos.


A pesquisa comparou os preços de 265 produtos de um total de 374 itens citados na atual lista, além de avaliar a incidência dos tributos para atividade madeireira estadual. A conclusão é que os preços aplicados em Mato Grosso são 47% maiores que as médias de preços das demais pautas.

No Pará, por exemplo, foram divulgadas duas listas de preços no ano passado, sendo que a segunda lista, e atualmente em vigor, possui preços menores que a anterior.

Conforme informações do Cipem, a lista de preços mínimos estipulada pela Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) – valor médio utilizado para cobranças de imposto - não condiz com a atual realidade do mercado, já que esses produtos sofreram uma desvalorização com a queda nas exportações e aumento da oferta no mercado interno.


“Discrepância entre os preços vigentes no mercado e os valores fixados pelo governo do Estado compromete a competitividade do setor de base florestal de Mato Grosso, que fica impedido de comercializar sua produção a preços inferiores àqueles definidos pela Sefaz”, explica a superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Cipem, Sílvia Regina Fernandes.

Ainda segundo a porta-voz, “a lista de preço mínimo se tornou uma lista de preço máximo e superior à pauta mantida nos demais estados”. Dessa forma, as indústrias madeireiras do Estado não conseguem colocar seus produtos no mercado interno.

CONCLUSÃO - Num resumo comparativo das pautas, os analistas do Imea mostram que a madeira beneficiada para assoalho, deck ou forro acima de 1,80 metros tem o valor estipulado a R$ 1.633 o metro cúbico (m³) no Estado, enquanto em Rondônia a média vigente é de R$ 1.406/m³ e no Pará, R$ 1.159/m³.


No Acre, o preço médio do mesmo produto está fixado em R$ 297/ m³. De acordo com os analistas do Imea, a pauta vigente para Mato Grosso é mais complexa, dificultando a fiscalização e o acompanhamento periódico com os preços de mercado e comprometendo a competitividade dos produtos de base florestal do Estado no cenário nacional. Empresário do setor e presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindusmad), José Eduardo Pinto, destaca que os valores previstos na atual pauta implicam em recolhimentos de impostos ainda mais elevados. "Aumentando o custo da tributação o setor fica menos competitivo”.

PLEITO - Para reverter esse problema, é necessário unificar uma pauta de preço nacional, levando em consideração o código NCM, facilitando assim a emissão de notas fiscais nas operações interestaduais e o acompanhamento do preço médio de mercado.

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