Maior armazém de produtos agrícolas do brasil está abandonado


Agronegócio

Maior armazém de produtos agrícolas do brasil está abandonado

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O maior armazém de produtos agrícolas do Brasil, localizado em Ponta Grossa, no Paraná e mantido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pode receber o triplo do volume grãos depositado hoje no local. Em plena safra recorde, a maior parte dos compartimentos está simplesmente vazia. O complexo de armazenagem, que foi criado há mais de 20 anos para funcionar como pulmão do fluxo agrícola paranaense, evitando problemas como a fila de mais de 100 quilômetros no Porto de Paranaguá, aloja cerca de 150 mil toneladas de milho e soja. O espaço ocioso é duas vezes maior e poderia esvaziar mil caminhões com carrocerias de 28 toneladas.

Mesmo assim, nem os produtores da região de Ponta Grossa escapam das filas de caminhões, que se formam na entrada das processadoras e secadoras de grãos. As filas ocorrem inclusive no pátio do armazém da Conab. Atualmente, são descarregadas no local 3 mil toneladas de grãos por dia. "Não podemos atender a todos por falta de pessoal", diz o superintendente da Conab no Paraná, Jorge Argemiro Dias.

Faltam funcionários para operar os equipamentos. A torre principal, por onde passa todo o volume de grãos depositado no local, é operada por um único homem, José Vilmar Galdino. Ele trabalha no local há 20 anos e conta que o armazém jamais ficou cheio de soja ou milho.

Ao todo, seis homens trabalham como operadores no complexo de armazenagem. O armazém só recebe produtos com baixa umidade, porque o secador que havia no local foi desativado há três anos, por falta de recursos para manutenção. O Paraná possui capacidade para armazenar 11,913 milhões de toneladas de grãos nos barracões que existem em seus 399 municípios, incluindo os cinco armazéns da Conab, que podem receber até 550 mil toneladas. Um terço da safra de milho e soja ficaria sem espaço se toda a produção ficasse parada nestes depósitos. No entanto, os grãos permanecem em armazéns durante períodos cada vez menores, o que faz com que até um terço da produção paranaense dependa de complexos de armazenagem como o que a Conab mantém em Ponta Grossa.


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