Maioria das frutas teve alta em outubro
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Imagem: Pixabay
LEVANTAMENTO

Maioria das frutas teve alta em outubro

Mamão teve as maiores altas, assim como a laranja e a maçã. A melancia teve queda
Por: -Eliza Maliszewski

O comportamento dos preços das frutas teve elevação em outubro segundo o 11º Boletim Prohort divulgado, divulgado nesta sexta-feira (13), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dentre as cinco analisadas o mamão teve as maiores altas, assim como a laranja e a maçã. A melancia teve queda e a banana variou de preço conforme a região. O estudo avalia os principais entrepostos do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Vitória, Recife, Fortaleza e Brasília. Juntas, as nove centrais pesquisadas representam cerca de 70% da comercialização dos entrepostos atacadistas do país.

O mamão variou conforme a variedade. O formosa continuou com preços elevados na maioria dos entrepostos atacadistas, por causa da reduzida oferta nas principais regiões produtoras. Já o papaya, em decorrência do calor em parte de setembro e início de outubro, teve amadurecimento precoce, provocando queda nos preços, mas não na média geral. As maiores altas foram em BH e Goiânia, com mais de 50% de elevação.

Assim como em setembro, a laranja apresentou elevação de preços, agora somada à queda moderada da comercialização na maioria das Ceasas. O aumento das cotações se deve à baixa oferta de laranja pera de boa qualidade, em meio à comercialização de frutas de qualidade inferior, que estavam murchas por causa da seca nas principais regiões produtoras. Alta acima de 30% na Ceagesp e queda de 2% em Fortaleza.

A maçã também teve elevação com oferta controlada pelos classificadores, principalmente aquelas de pequeno calibre (sejam fuji ou gala), mais baratas, com a diminuição ainda maior dos estoques em relação a setembro, mesmo que a demanda não estivesse tão aquecida. Preços 14% maiores na Ceagesp

A banana variou entre altas e baixas. O tempo quente nas principais regiões produtoras fez com que houvesse a antecipação da colheita. Assim, ocorreu pressão para haver diminuição das cotações. Já a banana nanica continuou com a oferta limitada, principalmente na primeira quinzena do mês. O calor e a seca foram fundamentais para tanto. Contudo, os elevados preços anteriores e a concorrência com a prata, mais barata, acabaram pressionando as cotações e impedindo maiores valorizações. Subiu acima dos 6% em Vitória e Curitiba e caiu quase 20% em Recife.

Com o pico da safra na região de Uruana e Ceres, em Goiás, aumentou a quantidade de melancia comercializada, o que provocou queda de preços em diversas Ceasas, à exceção das maiores centrais do Sudeste, onde foram registradas leves altas. No fim de outubro, a colheita paulista e a baiana começaram a entrar no mercado e devem suprir a demanda brasileira até o fim do ano, somando-se à produção gaúcha. Baixas de quase 50% em Brasília. 

Em relação às frutas comercializadas na Ceagesp, ainda foram registradas quedas nos preços da ameixa (39%), nectarina (30%), manga (20%), limão (14%), melão (12%), nêspera (7%) e abacaxi (6%).
 


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