Mais Milho reúne produtores em Cuiabá para discutir soluções para a produção do cereal

Agronegócio

Mais Milho reúne produtores em Cuiabá para discutir soluções para a produção do cereal

O Centro de Evento do Pantanal foi o ponto de encontro dos produtores de milho na sexta-feira (09.12)
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O Centro de Evento do Pantanal foi o ponto de encontro dos produtores de milho na sexta-feira (09.12). Na pauta estavam os mais variados assuntos incluindo política agrícola, mercado, situação da atual safra, exportação e agregação de valor. Este foi o primeiro de uma série de eventos que será realizado em vários municípios brasileiros ao longo de 2017 com o objetivo de discutir soluções para a cultura.

O primeiro painel com o tema "As políticas do Mapa para a cultura do Milho" foi moderado pelo presidente do Sistema FAMATO/SENAR-MT, Rui Prado. "Este é o momento apropriado para esclarecermos diversas dúvidas. Uma delas é se devemos plantar mais ou pensar mais na comercialização e no preço do milho?", questionou Prado.

Este painel teve ainda a participação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, do diretor de originação JBS Foods, Arene Trevisan e do líder de negócios da Cargil América Latina, Paulo Sousa.  O ministro Maggi destacou que não há problemas em produzir mais. "Porém é preciso transformar esse milho em biocombustível ou em alimentos e, para isso, é necessário ter incentivos", ressaltou Maggi.

O segundo painel teve como tema "Mais produção: as tecnologias e manejo para a produção de milho". O palestrante Rodrigo Santos, presidente da Monsanto falou sobre o impacto da chegada da tecnologia no campo. Foi nesse painel que se falou sobre a condição do Brasil como exportador de milho e da possibilidade de ampliar a produção de etanol de milho no país.

"Atualmente 1% do etanol produzido no Brasil vem do milho. Em Mato Grosso, 15% do biocombustível usado para abastecer os carros é etanol de milho", revela o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira. Ele aponta ainda que é preciso mais agilidade por parte do Governo de Mato Grosso em liberar as licenças e políticas de incentivo. "Há usinas querendo se instalar aqui e não conseguem licenças", enfatizou Silveira.

Mercado foi outro assunto abordado no painel com o tema: "Mais mercado: modernização e comercialização e menos riscos no negócio". Moderado pelo superintendente do Imea, Daniel Latorraca, esse assunto teve a participação do diretor geral da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Cesar Henrique Bernardes Costa, do diretor da Futura Corretora, João Francisco Lanera e do secretário de política agrícola do Mapa, Neri Geller.

"Mais valor: como podemos diversificar e agregar valor à cultura do milho". Este foi o tema do quarto e último painel do dia, que teve como um dos debatedores o superintendente do SENAR-MT, Otávio Celidonio. "Diversificar é uma saída, mas para isso é preciso ter pessoas preparadas para fazer esse processo. E esse é o papel do SENAR-MT, ou seja, formar os profissionais que além de ajudar a diversificar a produção também vão auxiliar na implantação de novos processos dentro das propriedades rurais", conta Celidonio.

O secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, de Santa Catarina, Airton Spies e o gerente industrial da Usimat, Vital Nogueira trouxeram exemplos de diversificação de produção e também de agregação de valor ao milho. "Agregar valor é uma necessidade", ressaltou o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Sérgio Bortolozzo.

O Fórum Mais Milho é promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Abramilho e tem como parceiro o SENAR-MT e diversos outros. Mato Grosso é o primeiro Estado a receber o projeto, que seguirá para outros Estados em 2017.

O presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin, acrescenta que a ideia do Fórum Mais Milho é discutir entraves para a cadeia produtiva do cereal. "E além disso é buscar soluções e alternativas referente a preço, resistência à pragas, consumo e tecnologia", enfatiza Dalcin.


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