Milho

Mancha-branca pode causar perdas de até 30% nas lavouras de milho

Caso o manejo não seja feito corretamente, as perdas de produtividade podem chegar a 30%
Por: -Aline Merladete
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A extensa área cultivada com milho e a amplitude de épocas de semeadura, proporcionadas pela primeira e segunda safra, tem aumentado a pressão de ataque de pragas e doenças, além da preocupação de técnicos e agricultores envolvidos na produção do cultivo. Neste contexto, um dos principais limitadores para o desenvolvimento da cultura é a mancha-branca, doença causada pelo fungo Phaeosphaeria maydis.

De acordo com o professor de Fitopatologia da Universidade de Rio Verde/GO, Hércules Campos, a mancha-branca é uma doença foliar muito comum no milho de segunda safra, período que o clima é mais úmido e propicio para o desenvolvimento da doença, tornando as plantas mais sensíveis ao ataque do patógeno. Caso o manejo não seja feito corretamente, as perdas de produtividade podem chegar a 30%, ou seja, até 45 sacas de milho em cada 150. 

A disseminação da doença pode ocorrer pelo vento e pela água, principalmente pelos respingos de chuva. Em geral, os sintomas aparecem inicialmente nas folhas inferiores, progredindo rapidamente para as superiores, com pequenas áreas de coloração verde clara ou esbranquiçada, aspecto seco e formato arredondado.

Conforme o  gerente de Marketing para a Cultura do Milho da BASF, Stael Prata, o controle pode ser feito com a utilização cultivares menos sucetiveis, existe diferença genética na suscetibilidade a doenças. Híbridos mais suscetíveis apresentam maior resposta a aplicação de fungicidas. Realizar o plantio em época adequada, de modo a evitar que os períodos críticos para a cultura coincidam com condições ambientais mais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Utilizar sementes de boa qualidade e tratadas adequadamente com fungicidas.

O Gerente ressalta que o tratamento de sementes com fungicidas na cultura do milho é fundamental para o estabelecimento da população de plantas sadias. Sementes não tratadas podem apresentar uma redução no estande de 3 a 27% em relação a sementes tratadas. O patógeno, que pode estar presente no solo, em restos culturais ou transmitido por semente, é capaz de comprometer severamente a emergência das plântulas e o potencial de produtividade da lavoura. Fazer rotação com culturas não suscetíveis. Muitos patógenos sobrevivem nos resíduos da cultura do milho. Dessa forma, a palhada remanescente de cultivos anteriores pode favorecer a ocorrência. Além disso é preciso fazer o manejo adequado da lavoura. A aplicação preventiva de fungicidas sempre vai apresentar um melhor resultados e contribuir para manter a planta verde por mais tempo, reduzindo a população de patógenos na área. Para evitar problemas associados a aplicações desnecessárias, os produtores devem estar sempre observando a severidade da doença e determinar o momento certo para fazer o controle. É importante também que o produtor considere a rotação de moléculas para prevenir o desenvolvimento de resistência dos patógenos.

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