Manual aponta práticas como modelo para produção sustentável de cana


Agronegócio

Manual aponta práticas como modelo para produção sustentável de cana

Brasil produz e usa etanol em larga escala há mais de 30 anos
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Brasil produz e usa etanol em larga escala há mais de 30 anos

Uma importante instituição ligada ao Banco Mundial, o Intenational Finance Coporation (IFC), aponta o Brasil como modelo para a produção sustentável de cana-de-açúcar e seus derivados. Publicado em novembro de 2011, o trabalho de 696 páginas com o título de “Good Management Practices Manual for the Cane Sugar Industry” (“Manual de boas práticas para a indústria de cana-de-açúcar”) mostra tecnologias de última geração e modernas técnicas de plantio e colheita de cana usadas na América do Sul, Ásia e África.

Luiz Fernando do Amaral, gerente de Sustentabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), afirma que o documento do IFC cita, por exemplo, o uso do bagaço de cana na produção de bioeletricidade, um diferencial das usinas brasileiras. “O reaproveitamento do bagaço de cana é um dos muitos aspectos que credenciam o setor sucroenergético brasileiro como um modelo sustentável. Além de autossuficientes em eletricidade, as usinas exportam o que produzem a mais de energia para o sistema elétrico justamente durante o período do ano em que o nível dos reservatórios está mais baixo,” explica Amaral.

Outro ponto importante é a reutilização de subprodutos industriais de base orgânica no processo produtivo da cana-de-açúcar, caso de insumos agrícolas como a chamada torta de filtro e a vinhaça. Ambas são utilizadas como fertilizantes, substituindo o uso de produtos de base fóssil. “É uma busca constante por maior eficiência com ganhos de sustentabilidade importantes,” afirma Amaral.

O uso cada vez mais racional e eficiente de recursos hídricos na produção de açúcar e etanol também é analisado no documento publicado pelo IFC. No Brasil, o uso da água pela indústria sucroenergética foi reduzido em 90% nos últimos 30 anos. A captação média pelo setor caiu dos 15 a 20 metros cúbicos por tonelada na década de 1970, para menos de dois metros cúbicos por tonelada em 2005.

Na avaliação do gerente da UNICA, o documento do IFC estabelece boas práticas de produção existentes na indústria canavieira. “Serve como importante referência para empresas que desejam obter financiamento do Banco Mundial para o desenvolvimento de projetos nesta área,” conclui.

Para compor o manual, especialistas do IFC conheceram de perto usinas de cana no Brasil, onde visitaram a Usina São Martinho localizada em Pradópolis (SP), uma das maiores usinas de processamento de cana no mundo. Usinas na Argentina, Guatemala, Índia e em algumas regiões do continente africano também foram avaliadas.

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