Mão de obra qualificada e logística são os principais desafios em MT
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Agronegócio

Mão de obra qualificada e logística são os principais desafios em MT

Entre os maiores desafios do agronegócio mato-grossense estão a mão de obra qualificada e a logística
Entre os maiores desafios do agronegócio mato-grossense estão a mão de obra qualificada e a logística. Estes foram alguns dos principais pontos abordados no segundo dia de palestra do ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, realizada quinta-feira (12-07), no município de Aripuanã. Com o tema "Os novos desafios do agronegócio", Paolinelli falou para um público de aproximadamente 300 pessoas, formado por produtores rurais, estudantes, autoridades públicas e interessados em adquirir novos conhecimentos.


Na região noroeste de Mato Grosso, onde estão localizados os municípios de Aripuanã e Juína - os primeiros que sediaram o Ciclo de Palestras da Famato e do Senar-MT - 19% dos empregos formais gerados na região são oriundos da agropecuária, ou seja, dos 25,5 mil empregos formais, 4,93 mil estão no setor rural. Embora o número seja representativo, a qualificação da mão de obra ainda é um problema em todo o Mato Grosso.

"Precisamos que mais treinamentos sejam realizados e aperfeiçoados. Outro ponto importante é a qualificação começar desde a escola. Estes treinamentos têm que acontecer nas escolas públicas, no ensino médio e, inclusive, nos cursos superiores. O Brasil se descuidou muito do nível técnico. Temos que voltar a pensar nisso e o Senar é uma boa fonte para começar a discutir o assunto", enfatizou Paolinelli.


Para o presidente da Famato, Rui Prado, se não houver união do setor e o compromisso dos governos e das entidades de ensino público e privado, viveremos um apagão de mão de obra no estado. "Em Mato Grosso, o Senar tem o compromisso de capacitar, até 2020, 1 milhão de pessoas por meio dos cursos que oferecemos gratuitamente através dos sindicatos rurais", informou Prado.

Desenvolvimento - Segundo o ex-ministro, o Brasil viveu, por muitos anos, sustentado pelo setor rural com a exploração do pau-brasil, do café, do cacau e da borracha. Na opinião dele, hoje, apesar de todo o crescimento econômico do país, ainda falta uma política agrícola que contribua para o desenvolvimento das atuais culturas produzidas, como é o caso da soja, milho, algodão e da pecuária. "Mato grosso gera renda para o país e a logística deve ser encarada com mais seriedade", avalia Paolinelli.


Além dos prejuízos econômicos nas estradas, Rui Prado acrescentou outro importante dano causado pela má administração da infraestrutura e logística do país: as mortes nas estradas. "Estamos perdendo capital humano com essas estradas ruins que circulamos". Ele exemplificou que dos 100 mil km de estradas vicinais de Mato Grosso, nenhuma é asfaltada. Dos 27 mil km de estradas estaduais, apenas aproximadamente 7 mil km foram asfaltados. E dos 7,5 mil km de estradas federais, somente cerca de 3,5 mil km são asfaltados.

Para o presidente do Sindicato Rural de Aripuanã, Aparecido Walsovir Piola, além da logística e da mão de obra qualificada, um importante desafio no setor é a união. De acordo com ele, eventos como este são essenciais para esclarecer, fortalecer e reunir os produtores rurais.


A Famato, Senar-MT, o Imea e os 86 sindicatos rurais de Mato Grosso formam o Sistema Famato.

Confira a programação das próximas palestras:

24.07 - Alta Floresta
Hora: 19h00
Local: Auditório da CDL (avenida do aeroporto)
Informações: (66) 3521-2321

25.07 - São José do Xingu
Hora: 19h30
Local: Feira Coberta de São José do Xingu
Informações: (66) 3568-1253

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