Mapa não libera recursos para combater afosa no MT

Agronegócio

Mapa não libera recursos para combater afosa no MT

Mais uma vez a campanha será custeada com recursos do MT, das entidades ligadas ao setor e pecuaristas
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Começou em Mato Grosso a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa. O foco são os rebanhos bovino e bubalino de zero a 24 meses. A meta é vacinar 10 milhões de cabeças até o próximo dia 31. A confirmação da imunização poderá ser feita até o dia 10 de junho nos escritórios regionais do Instituto Nacional de Defesa Agropecuária (Indea). Apesar dos bons resultados que o segmento vem contabilizando há oito anos, a sanidade animal no Estado estará ameaçada se não houver empenho das entidades privadas em combater a doença.

Mais uma vez a campanha será custeada com recursos do Estado, das entidades ligadas ao setor e pecuaristas. O presidente do Indea/MT, Décio Coutinho, explica que ainda é uma incógnita o volume do repasse da União para a defesa agropecuária estadual e a data das liberações.

“Depois do anúncio de cortes de 80% no orçamento do Ministério da Agricultura, pela equipe econômica do Ministério da Fazenda, o ministro Palloci (Fazenda) se comprometeu, semana passada, a assegurar R$ 100 milhões para toda a defesa agropecuária nacional. A fonte dos recursos ainda é desconhecida e é isso que preocupa”, aponta Coutinho.

Deste volume, R$ 60 milhões seriam destinados à defesa animal, sendo R$ 4 milhões para Mato Grosso.

No orçamento do Estado R$ 32 milhões serão aplicados na defesa sanitária em 2005 e o Fundo Emergencial contra a Febre Aftosa (Fefa) tem assegurados outros R$ 2 milhões para apoio operacional as três etapas do calendário estadual (fevereiro, maio e novembro).

O Estado está desde janeiro de 1996 sem registrar focos da doença. “Não há dúvidas de que o grande protagonista deste resultado é o pecuarista. O Estado em contrapartida, tem feito tudo para abrir novos mercados e o nosso status de livre de aftosa com vacinação é resultado deste empenho duplo”, avalia. Estima-se que os pecuaristas mato-grossenses invistam cerca de R$ 50 milhões somente com a aquisição das vacinas, que em média no Estado, dependendo da variação da quantidade adquirida e da distância, chegue a R$ 1 a dose.

As cifras destinadas, na teoria, ao Estado foram motivo de comemoração no início do ano, pois seriam o maior repasse da história para Mato Grosso, um volume quase quatro vezes acima dos R$ 1,074 milhão repassado em 2004 para financiar todos os programas de defesa sanitária (vegetal e animal) mato-grossenses.

“Mas agora, a exemplo da primeira etapa de 2005, realizada em fevereiro, permanecemos apenas com recursos do Estado, que cobrem os custos operacionais e com o empenho dos pecuaristas que compram a vacina e assumem todas as despesas de manejo”, resume Coutinho.

A previsão do Indea/MT era de que a liberação da primeira parcela dos R$ 4 milhões se iniciasse em abril, a segunda em julho e a terceira, condicionada à prestação de contas da primeira liberação. “Estamos sem qualquer previsão”, alerta.

Mesmo que sem previsão de receber a verba do Ministério, Coutinho explica que se de fato vieram os R$ 4 milhões, R$ 1 milhão será utilizado para aquisição de 50 veículos, 250 equipamentos de informática, 85 GPS´s e o restante será aplicado no custeio da etapa de novembro e nas fiscalizações móveis e fixas e sorologia.

A demanda do maior rebanho bovino do Brasil, o mato-grossense com 26,04 milhões de cabeças é anualmente de R$ 10 milhões ao Ministério. “Os R$ 4 milhões anunciados estão bem aquém do necessário, mas se forem de fato repassados temos de comemorar muito”, revela o presidente do Indea/MT.

O anúncio do ministro Palloci, se for confirmado, será apenas um refresco. Antes da ordem de enxugar os investimentos, o Ministério tinha como orçamento total R$ 342 milhões, mas esse valor foi reduzido para R$ 68 milhões com o corte.

Campanha:

A partir do próximo dia 10, tem início a veiculação da campanha publicitária de vacinação. Coutinho explica que 99% do anúncio estão concentrados no rádio. “Afinal, este é o veículo com maior penetração nas comunidades de pequeno porte e que são as que mais necessitam de orientação”, justifica.


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