Máquinas chegam para revitalizar a cafeicultura

Agronegócio

Máquinas chegam para revitalizar a cafeicultura

Diante da mão de obra escassa, da baixa produtividade e dos altos cultos para manter a produção, agricultores depositam esperanças em colheitadeiras
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Diante da mão de obra escassa, da baixa produtividade e dos altos cultos para manter a produção, agricultores depositam esperanças em colheitadeiras


O café já foi sinônimo de riqueza e poder, marco da colonização e do desenvolvimento das regiões Norte e Noroeste do Paraná. No entanto, a geada negra de 1975, a queda do valor econômico do produto e o avanço de outras culturas fizeram com que os cafezais perdessem espaço, entrando em declínio no estado. Buscando revitalizar a cafeicultura, as cooperativas estão incentivando a mecanização das lavouras, processo que vem ganhando força nos últimos três anos.


Uma das primeiras cooperativas a fazer esse trabalho foi a Cocari, de Mandaguari, que em 2008 trouxe uma máquina colheitadeira para ser utilizada pelos produtores. Segundo o engenheiro agrônomo do De­­par­­­­tamento de Café, Rober­val Simões Rodrigues, a mecanização é uma questão de sobrevivência no setor cafeeiro.

“Os colhedores de café estão ficando velhos e seus filhos estão deixando o campo para trabalhar nas cidades. Encon­trar mão de obra está cada vez mais difícil e caro”, explica. Segundo Rodrigues, o aluguel de uma co­­lheitadeira chega a custar R$ 250 por hora trabalhada, período em que chega a colher 50 sacas de 60 litros (ou cerca de 40 quilos). Pelo sistema manual, o trabalhador consegue co­­lher no máximo dez sacas por dia, cobrando entre R$ 8 e R$ 15 por volume.


Entre os 2 mil cafeicultores cooperados da Cocari, pelo menos metade utiliza as derriçadeiras portáteis, pequenas máquinas também conhecidas como “mãozinhas”, que po­­dem até triplicar o rendimento da colheita por pessoa. A previsão é de grande transformação nos próximos cinco anos. Pratica­mente todos os cafeicultores estariam abandonando o processo manual.

Quebra de tendência

Outro fator que tem estimulado a mecanização é a valorização do café. Entre 2010 e este ano, o preço da saca de 60 quilos praticamente duplicou, passando de R$ 260 para R$ 500 na região. O momento é de tanto otimismo que a Cocamar, de Maringá, também está in­­centivando a utilização do café como alternativa de diversificação para as propriedades rurais de sua área de atuação.


O engenheiro agrônomo Renato Franco da Silva explica que os agricultores com mais de uma atividade em suas propriedades têm menores possibilidades de ter problemas diante de uma intempérie climática, por exemplo. “Produ­tores de soja e de laranja que possuem maquinários podem investir em outras culturas, principalmente o café, que tem sido uma boa alternativa. É uma das opções mais rentáveis hoje em dia”, afirmou.

A cafeicultura foi uma das origens da maior parte das cooperativas da metade norte do estado, o que amplia a expectativa em torno da revitalização do setor. A meta exige investimentos individuais que vão de R$ 1 mil (derriçadeira) a R$ 500 mil (colhedeira nova).

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