Mato Grosso amplia capacidade para escoar produção
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Agronegócio

Mato Grosso amplia capacidade para escoar produção

Terminal de Itiquira tem capacidade para embarcar 4,5 mi de t por ano ao porto de Santos
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Um dos grandes problemas apontados pelos produtores rurais de Mato Grosso começa a ser resolvido. Isso porque foi inaugurado em Itiquira, a 357 Km de Cuiabá, um dos mais modernos terminais rodoferroviários do Brasil. Este, além de ter localização estratégica, já que está próximo à divisa com Mato Grosso do Sul, ainda tem capacidade para embarcar 4,5 milhões de toneladas de grãos por ano destinados ao porto de Santos, em São Paulo. Assim, a expectativa é de que caia o valor do frete para escoamento da safra, uma vez que o transporte ferroviário custa de 25% a 30% a menos.


A ferrovia é uma obra da Seara Agropecuária, em parceria com a América Latina Logística (ALL). A Seara é sediada em Sertanópolis (PR) e está presente em 4 Estados, com movimento global de aproximadamente 2 milhões de toneladas de grãos por ano em exportações. Segundo o gerente de Projetos da empresa, engenheiro Adair Sulzbacher, o Terminal de Itiquira é o mais moderno do Brasil por conta da planta industrial totalmente automatizada e da concepção do projeto. Ele explica que o transbordo dos produtos até a tulha de embarque ferroviário se dá, na grande maioria das vezes, apenas na horizontal, o que diminui o custo de operação e evita perda e quebra dos grãos. Sendo também de uma obra ecológica, que atende todos os requisitos da legislação ambiental, como o de captar particulados em suspensão. A empresa planeja construir outro Terminal até 2013 em Rondonópolis. Essa nova obra para a qual o terreno já foi adquirido deve coincidir com a chegada da linha férrea à região.


De acordo com Osvaldo Luiz Rubim Pascoalotto, produtor rural de Rondonópolis, a 212 Km de Cuiabá, realmente há pontos positivos para o setor com a chegada da ferrovia, como a diminuição no custo do frete, aumento no número de galpões para armazenamento e outros. Por outro lado, segundo ele, há outras questões a serem avaliadas. Tanto, que vai ser realizado um painel para discutir essas questões durante a Exposição Agropecuária de Rondonópolis (Exposul), que acontece em julho. “Tanto Itiquira, como Rondonópolis, onde os trilhos também estarão chegando em breve, não tem estrutura física para receber o que vem junto com a ferrovia, muitos problemas podem acontecer. Por isso temos que estar atentos”.


Essa questão da logística também foi discutida durante o VI Congresso Brasileiro da Soja, em uma palestra do produtor da região Sul, Erai Maggi, com o tema: “Os Desafios e Gargalos na Cadeia Produtiva”. Na ocasião, ele falou das dificuldades econômicas encontradas nas últimas décadas com a expansão das lavouras de soja para o Centro. O produtor assinalou as dificuldades logísticas que dificultam o escoamento da produção do Centro-Oeste. Segundo ele, os estados e as associações de produtores devem cobrar estradas adequadas e a melhoria do sistema rodoviário e portuário. Maggi disse ainda que o produtor precisa conhecer os resultados que as empresas de pesquisa apresentam e saber como aplicá-los no campo, a fim de trazer mais produtividade para a lavoura.


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