Mato Grosso confirma status de risco insignificante para 'mal da vaca louca'

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Mato Grosso confirma status de risco insignificante para 'mal da vaca louca'

MT sacrificou o último animal de origem estrangeira, confirmando desta forma o status de risco insignificante para a conhecida como "Mal da Vaca Louca"
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Mato Grosso sacrificou o último animal de origem estrangeira, confirmando desta forma o status de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como "Mal da Vaca Louca". Nos últimos dois anos, foram rastreados, monitorados e sacrificados 11 animais provenientes de outros países para o Estado. Todas as ações foram acompanhadas pela Comissão de Sacrifício Animal de Mato Grosso.

O sacrifício do animal em questão ocorreu na última semana durante ação que aconteceu em uma fazenda, localizada a 96 quilômetros de Porto Esperidião, indicada para animais que venham de outros países que registraram casos de EBB.

Com o sacrifício deste último animal de origem estrangeira, segundo o gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e médico veterinário, Nilton Mesquita Jr., Mato Grosso confirma o status de risco insignificante para a doença. Ao Agro Olhar, Mesquita Jr. salienta que a partir deste momento o Estado passa a ter rebanho 100% nativo, ou seja, totalmente de origem brasileira. “É mais um passo no status sanitário de Mato Grosso”.

O animal em questão era uma vaca originária dos Estados Unidos que havia entrado ainda bezerra em 2004 e estava com 14 anos, já fora da vida produtiva.

O fiscal federal em Mato Grosso do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Donizete Mesquita, destaca que 11 animais rastreados foram abatidos nos últimos dois anos. ". O caso em Porto Esperidião era o último acompanhamento de animal estrangeiro em Mato Grosso. A comissão rastreia, avalia, sacrifica e abre o processo indenizatório do animal. O monitoramento continua agora nas propriedades e frigoríficos na vigilância contínua da mitigação de risco”, 

O superintendente da Acrimat, Francisco Manzi, pontua que outro fator para a manutenção do status de risco insignificante da doença no Estado é quanto a vocação mato-grossense de "boi a pasto". “Com 80% dos animais criados exclusivamente em pastagens, as rações não contêm nenhum ingrediente de origem animal, principal fonte de contaminação da EEB. A monitoramento que vem de fora do Brasil, afasta ainda mais os riscos".

A Acrimat participou nos dois últimos casos ativamente tanto no sacrifício, quanto no processo de condução e conscientização com os produtores envolvidos. Os casos acompanhados foram um de Primavera do Leste e o de Porto Esperidião.

Procedimento

De acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que integra a Comissão de Sacrifício Animal de Mato Grosso juntamente com o Indea e o Ministério da Agricultura e Pecuária, a ação seguiu o protocolo de sanidade animal, onde é obrigatória a análise de tecido encefálico para se excluir o risco de EEB. 

O material após coletado é enviado para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Pernambuco, cujos resultados são encaminhados posteriormente para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), para que seja feita a comprovação de não ocorrência da doença e manutenção do status sanitário brasileiro de risco insignificante para EEB.

A Acrimat explica ainda que o controle de entrada de animais entrangeiros em Mato Grosso é feito pela Secretaria de Defesa Agropecuária, ligada ao Mapa, e pelo Indea, através do SISBOV (sistema de rastreamento de bovinos).

Em Mato Grosso, desde os primeiros casos de EBB, qualquer animal estrangeiro que entra é avaliado. Além disso, o proprietário é orientado sobre os protocolos de sanidade. 

No caso da vaca de 14 anos sacrificada em Porto Esperidião no final de outubro, o rastreio vinha sendo realizado há algum tempo com o acompanhamento da vida útil do animal.


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