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Mato Grosso do Sul produziu 813 mil toneladas de carne bovina em 2017

A produção apresenta crescimento de quase 4% se comparado ao ano anterior, quando foram produzidas 784 mil toneladas
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A produção de carne bovina em Mato Grosso do Sul totalizou 813 mil toneladas em 2017. A informação consolidada foi divulgada pela Unidade Técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do sul, na recente edição do Boletim Casa Rural, publicada na segunda-feira (22/01). De acordo com o levantamento, a produção de carne bovina no estado apresenta crescimento de quase 4% se comparado ao ano anterior, quando foram produzidas 784 mil toneladas.

“O resultado revela que, apesar de 2017 ter sido um ano de muitos obstáculos ao setor pecuário, o segmento conseguiu finalizar com um volume de carne produzida superior a 2016, colocando no mercado quase 30 mil toneladas a mais entre um ano e outro”, diz o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito. Apenas em dezembro, a produção alcançou 80 mil toneladas, sendo este o maior volume verificado desde 2014, para um mês de dezembro.

Relação de troca

De acordo com o Boletim Casa Rural, o produtor rural de Mato Grosso do Sul conseguiu adquirir 2 bezerros com a venda do boi gordo em 2017. A relação de troca divulgada é 5,26% superior ao fechamento de 2016, quando na venda do boi gordo resultava na aquisição de 1,90 bezerros.

Para Eliamar Oliveira, analista econômica do Sistema Famasul, o resultado nos dois indicadores, tanto de produção como de relação de troca, tem uma explicação: “Até 2016, a pecuária estava no período denominado ‘ciclo de alta’, ou seja, um momento em que os preços da arroba estavam em ascensão estimulando o invernista [produtor de recria e engorda] a investir, com a aquisição de animais de reposição. Este fato elevou o preço do bezerro tornando atrativo ao produtor rural reter fêmeas no pasto.”

Produção de carne bovina

Já em 2017, conforme a analista, o cenário inverteu. “Considerando a maior disponibilidade de bezerros no mercado e os preços em queda, houve aumento na participação de fêmeas no abate e, com isso, um aumento de volume de carne produzida. O que consideramos ter sido uma relação de troca equilibrada”, diz Eliamar.

 

 

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