Mato Grosso mantém maior renda agrícola
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Agronegócio

Mato Grosso mantém maior renda agrícola

Previsão de setembro indica VBP em R$ 38,20 bilhões para 2012, alta de 23%
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Previsão de setembro indica Valor Bruto de Produção em R$ 38,20 bilhões para 2012, alta de 23% ante 2011

A renda no campo para o produtor mato-grossense voltou a crescer e o Estado segue líder absoluto com o maior Valor Bruto da Produção (VBP) do país para 2012. Com um aumento de 23%, Mato Grosso atingiu o montante de R$ 38,205 bilhões nas culturas agrícolas pesquisadas durante o mês de setembro. Em igual período de 2011 o valor era de R$ 31,042. O cenário positivo para as commodities durante este ano foi o principal fator para a  liderança estadual. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).


Ainda segundo o levantamento do Mapa, a receita estadual representa mais da metade (55%) do VBP da região Centro-Oeste calculado em R$ 69,20 bilhões e contribui para que a região se consolide com a maior renda no país. Frente ao volume nacional, o VBP do Estado representa 16,4% (R$ 232,53 bi).


A safra marcada por produções recordes, aliada ao bom clima vivenciado em Mato Grosso, contribuiu para que a soja e milho juntos fossem responsáveis por mais de 77,8% do total estadual. Dos mais de R$ 38 bilhões previstos para o Estado, cerca de R$ 29 bilhões virão somente de duas culturas: soja com VBP previsto de R$ 22,356 bilhões e milho, VBP em R$ 7,401 bilhões. O algodão foi a cultura que registrou a maior queda 36,5% e  contabilizou R$ 6,276 bilhões em valor bruto.


Apesar da soja ainda apresentar o maior VBP no Estado, o grande destaque é o milho, que apresentou crescimento de 102,7% na renda do campo no mês passado. O total do VBP do milho somou R$ 7,401 bilhões, frente R$ 3,651 bi em setembro de 2011. Conforme a analista de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária de Mato Grosso (Imea), Gemelli Lyra, a safra recorde de mais de 15 milhões de toneladas, aliada aos bons preços, foi o que colocou o milho em destaque. “Vivenciamos um bom momento este ano, e isso foi o que contribuiu com os números”, explicou. Já o algodão continua a apresentar redução na renda. No mês passado a baixa foi de 36,5%, quando a cultura registrou as cifras de R$ 3,276 bilhões frente a R$ 9,891 bi no ano passado. “O ano de 2011 para o algodão foi um dos melhores. Este ano temos um menor volume e menor preço”, avaliou Lyra.

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