Mato Grosso recebe vacinas do Sindan para combater febre aftosa
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Agronegócio

Mato Grosso recebe vacinas do Sindan para combater febre aftosa

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O Mato Grosso tem assegurado um estoque de cerca de 52 mil doses de vacina contra a Febre Aftosa para ser utilizada ao longo de 2004 nas três etapas que formam o calendário de vacinação. O estoque está sendo utilizado - desde fevereiro na primeira etapa de vacinação do ano - para a imunização de cerca de 18 mil cabeças que formam o rebanho bovino de reservas indígenas.

A doação foi feita pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), entidade que reúne os laboratórios veterinários que atuam no Brasil, ao Fundo Emergencial da Febre Aftosa (Fefa). Uma parceria de cerca de dez anos e que também resultou na doação de 520 mil doses ao governo Boliviano (400 mil do Sindan e o restante adquirido pelo Fefa). Pela localização fronteiriça do rebanho boliviano "era essencial para manutenção do nosso status de livre com vacinação que realizássemos a imunização do gado daquele país", frisa o gerente executivo do Fefa, Antônio Carlos de Carvalho.

A partir de 1º de maio inicia-se a segunda etapa de cobertura vacinal, que desta vez, tem como alvo animais de zero a 24 meses, um total de aproximadamente 10,5 milhões de cabeças.

"O trabalho de imunização do rebanho localizado em áreas indígenas, realizado com a ajuda do Sindan, do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT), tem sido fundamental para minimizarmos os risco de contaminação do nosso rebanho que atualmente tem 25 milhões de cabeças e desde 1996 não registra a doença", observa Carvalho.

Para Emílio Salani, presidente do Sindan, o objetivo é minimizar os riscos para o rebanho nacional de 183 milhões de bovinos, dos quais mais de 80% estão em áreas consideradas livres da enfermidade com vacinação.

Apesar de bastante pulverizado pelo Estado, compreendendo regiões do Pantanal à Amazônia, os principais rebanhos indígenas se concentram na região de Nova Xavantina, Vale do Xingú, Paranatinga, Juara, Juína, Comodoro e Pantanal.

"Em algumas localidades como no Pantanal, alguns acessos só são vencidos por avião. Já tivemos que pagar R$ 1,5 mil pela locação de uma aeronave para transportar 150 doses, que em cifras, somam R$ 150. Mas é um trabalho que tem de ser feito. Não podemos simplesmente entregar as vacinas, porque as pessoas por um motivo ou outro deixam de aplicá-las, é por isso que os técnicos do Indea são importantes nestas localidades", explica Carvalho.

As vacinas com validade por dois anos ainda serão utilizadas para a última etapa do calendário estadual de vacinação, em novembro, quando todos os animais (de mamando a caducando) são imunizados.

Segundo Mário Pulga, presidente da Comissão para Assuntos de Febre Aftosa do Sindan (CAS), as vacinas doadas ao Fefa resultam do estoque remanescente das vacinas coletadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)para fins de testes.

"Solicitamos ao MAPA que disponibilizasse o estoque remanescente para doação às áreas estratégicas, como áreas indígenas, Ilha do Bananal, áreas de fronteira, assentamentos rurais, enfim, regiões que podem de uma forma ou de outra trazer problemas ao rebanho nacional", explica Mário Puga.


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