Mato Grosso reforça fiscalização nas fronteiras
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Agronegócio

Mato Grosso reforça fiscalização nas fronteiras

O Indea vai reforçar a fiscalização e controle epidemiológico na fronteira
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O risco de contaminação do rebanho bovino após a descoberta do foco de febre aftosa na Bolívia levou as autoridades sanitárias brasileiras a impor barreiras para o trânsito de animais do país vizinho.

A decisão foi uma medida preventiva, sobretudo levando em conta o que ocorreu recentemente no Estado de Mato Grosso do Sul, onde recentemente foi detectada a presença da aftosa.

O presidente do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), Décio Courinho, afirmou que o Estado não pode se descuidar um só minuto com a aftosa, pois quer manter o seu “status” de região livre (com vacinação) perante à comunidade internacional e, assim, continuar exportando carne in natura para vários continentes.

Segundo ele, as medidas de restrição de trânsito de animais suscetíveis à febre aftosa dos seis Estados com bloqueio são necessárias para garantir a imunidade e o isolamento do gado da região.

Fiscalização – Como medidas visando o controle da aftosa no território brasileiro, estão o reforço das as ações de fiscalização nas regiões fronteiriças com a Bolívia.

Ao todo, são 780 quilômetros de “fronteira seca” entre os dois países. Do lado boliviano estão San Matias, San Ignácio e San Roque. Do lado brasileiro, os países fronteiriços à Bolívia são Cáceres, Porto Experidião e Comodoro.

O presidente do Indea, Décio Coutinho, explicou que nessa região os postos são de responsabilidade do Ministério da Agricultura. Mas o Indea mantém duas equipes de fiscalização na região paralelo à fronteira com a Bolívia.

“Estamos atentos e acompanhando as ações nas 115 propriedades na linha de fronteira”, informou Coutinho. Destas propriedades, 54 estão localizadas em Vila Bela, 34 em Cáceres, 22 em Porto Experidião e, 5, em Comodoro.

Vacinação - Essas propriedades terão vacinação acompanhada pelos técnicos do Indea, que irá marcar a data da aplicação das vacinas nos animais. O Indea não informou o qual é o rebanho nessa região.

Segundo Coutinho, o Indea pretende reforçar o trabalho de fiscalização e controle epidemiológico na zona paralela fronteiriça. Atualmente, são oito equipes fixas, mas o Indea pretende aumentar as ações com a presença de mais quatro equipes, num total de 14 veterinários e 12 auxiliares. O Indea, que tinha 13 veículos na região, vai ampliar este número para 20 nos próximos dias.

A Superintendência Federal da Agricultura em Mato Grosso criou uma comissão para acompanhar as ações adotadas para controlar os focos de aftosa na Bolívia e impedir a entrada da doença no Estado.


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