Mato Grosso tem 145 fazendas certificadas ABR e 126 licenciadas BCI

Agronegócio

Mato Grosso tem 145 fazendas certificadas ABR e 126 licenciadas BCI

IAS faz balanço parcial do processo de certificação na safra 2015/16.
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Na safra 2015/16, 187 fazendas de Mato Grosso aderiram ao programa Algodão Brasileiro Responsável e 145 delas conseguiram até o momento a certificação ABR, após passarem pelo processo de auditoria realizado por auditores da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com suporte técnico e logístico das equipes do Instituto Algodão Social (IAS).  Desse total de 187 fazendas, 137 propriedades optaram por se submeter também ao processo do sistema Better Cotton Initiative e 126 obtiveram o licenciamento BCI.

Esses resultados fazem parte do balanço parcial da safra 2015/16, apresentado nesta primeira semana de agosto e, segundo Marco Antônio Gonçalo Santos, coordenador operacional do IAS, 2.377.227 selos ABR foram solicitados até o dia 25 de julho.

A busca pela certificação da pluma mato-grossense começou há 10 anos com a fundação do Instituto Algodão Social, que foi pioneiro na criação de um selo de conformidade, atestando a responsabilidade social dos cotonicultores. Durante muitos anos, a pluma produzida em Mato Grosso ganhou os mercados nacional e internacional com o selo Algodão Socialmente Correto. Contudo, a partir da safra 2012/13, o processo de certificação passou a ser conduzido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) por meio do programa ABR, inspirado no programa do IAS.

O sistema BCI, por sua vez, foi introduzido em Mato Grosso e outros estados produtores de algodão a partir da safra 2010/11. Desenvolvido por um grupo de grandes empresas internacionais, associações de produtores e organizações da sociedade civil em 2005, o sistema BCI propõe a produção de um algodão global “melhor para quem produz, para o meio ambiente em que é cultivado e para o futuro do setor”. Em 2013, o sistema BCI foi compatibilizado com o programa ABR devido à similaridade dos critérios de ambos e, desde a safra 2013/14, as fazendas que aderem ao ABR podem optar por se submeter ao sistema BCI.
 
Fazenda Saudável – Segundo o advogado Félix Balaniuc, diretor executivo do IAS, Mato Grosso iniciou um trabalho que se tornou sinônimo de qualidade e responsabilidade social, com a adesão dos produtores às boas práticas agrícolas, o cumprimento das leis trabalhistas e de segurança do trabalho, e o respeito à legislação ambiental. 

Com o passar do tempo, o IAS foi ampliando seu alcance e criou programas visando promover o bem-estar de trabalhadores e comunidades do entorno de fazendas e algodoeiras.  Um deles foi o programa Fazenda Saudável, lançado no segundo semestre de 2013 com o objetivo de levar ações de orientação e prevenção em saúde às fazendas dos produtores associados à Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão).

O Fazenda Saudável alerta produtores, trabalhadores e seus familiares sobre os riscos de hipertensão, doenças coronárias em geral, diabetes e da exposição excessiva ao sol. No início, o programa contava com apenas um micro-ônibus equipado para a realização de testes de glicemia, colesterol, triglicérides, pressão arterial e Índice de Massa Corporal (IMC). Porém, hoje são dois veículos (o micro-ônibus e uma van também especialmente equipada), cada um atendido por um enfermeiro.

Além de atender os trabalhadores em seu périplo pelas fazendas dos associados da Ampa, os enfermeiros Pedro Alvim e Caliandra Cristina Aquino da Silva também têm participado de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (SIPATR), onde fazem palestras sobre temas de interesse dos colaboradores como DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), entre outros.

No primeiro semestre deste ano, 3.628 pessoas foram atendidas pelas equipes do programa Fazenda Saudável, em 66 fazendas, segundo o coordenador operacional do IAS, Marco Antônio G. Santos.

Ele conta que os profissionais do Fazenda Saudável irão iniciar um projeto voltado para os primeiros socorros nas unidades produtoras de algodão.  "O objetivo é fazer um trabalho de conscientização da importância de se contar com o material necessário à prestação de primeiros socorros em fazendas e algodoeiras, locais geralmente distantes de unidades de pronto atendimento. Também vamos alertar para a importância de se contar com pessoas capacidades para efetuarem os primeiros socorros no caso de ferimentos, queimaduras, intoxicações, envenenamento, desmaios, convulsões e de mal súbito", explica o coordenador. 

A ideia é fazer um trabalho de orientação visando o atendimento da Norma Reguladora de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente do Trabalho (NR 31) no tocante aos itens que determinam que "todo estabelecimento rural deverá estar equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida" e  que "sempre que no estabelecimento rural houver dez ou mais trabalhadores o material referido no subitem anterior ficará sob cuidado da pessoa treinada para esse fim".

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