MDA desenvolve estratégia para novo modelo de agricultura
CI
Agronegócio

MDA desenvolve estratégia para novo modelo de agricultura

Em março de 2012, o ministério vai lançar oficialmente uma nova estratégia
Por:
A equipe de planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), apresentou nessa terça-feira (13) o resultado da sistematização de 88 Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável – PTDRS, que identificou mais de sete mil projetos de desenvolvimento sustentável em todo o País. Os planos começaram a ser elaborados e qualificados em 2008, mas os detalhes foram divulgados durante a reunião interinstitucional de planejamento da secretaria com a Rede Nacional de Colegiados Territoriais. O evento, que ocorre em Brasília, termina nesta quinta-feira (15).


Os mais de sete mil projetos identificados pela equipe de planejamento da SDT servirão de apoio para a construção de políticas públicas e para o desenvolvimento de novas estratégias que visam a dinamizar as cadeias produtivas da agricultura familiar. Esse número é resultado também do trabalho de 11 mil representantes de organizações públicas e da sociedade civil que participaram dos 165 Colegiados Territoriais em todo o País.

Com base nesses projetos, em março de 2012, o ministério vai lançar oficialmente uma nova estratégia e, nos próximos quatro anos, o grupo de coordenação de planejamento da SDT/MDA, vai acompanhar de perto a sua implantação. A diretora do Departamento de Organização e Gestão Territorial do MDA, Fernanda Corezola, disse que esses projetos são estratégicos nas áreas ambiental, econômica, político-institucional e sociocultural-educacional. “Com eles é possível realizar várias ações que promovem o melhoramento geral das cadeias produtivas porque oferecem formação e capacitação aos agricultores, promovem a pesquisa e inovação tecnológica, colaboram com a aquisição de estruturas de processamento e fomenta a comercialização. Na dimensão econômica, eles são os projetos que vão desenvolver as cadeias produtivas”, explicou.


Segundo ela, depois dessa apresentação de resultados, eles serão implantados, “porém, isso requer articulação entre os governos federal, estaduais e municipais”, garantiu a diretora. Os projetos serão usados ainda para orientar os Planos Plurianuais dos estados e vão servir para indicar fontes de financiamento. Segundo o consultor do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA) e integrante da equipe da SDT/MDA, Colmar Domingues, os PTDRS ajudam na transição de um novo modelo para a agricultura familiar. “Eles representam o projeto de desenvolvimento sustentável para a agricultura familiar brasileira como um todo, facilita a universalidade das políticas públicas de desenvolvimento rural, e também uma proposta rural para o desenvolvimento do Brasil”, disse Domingues.

Segundo ele, “a estratégia de implementação dos planos está em andamento. No total, 128 foram elaborados e a partir deles foram extraídos os mais de 7 mil projetos estratégicos”, destacou. Domingues explicou que desse montante de projetos estratégicos, cerca de 2.600 foram adicionados no Plano Plurianual de seis estados brasileiros. O consultor do IICA e um dos coordenadores de planejamento da secretaria, Carlos Osório, esclareceu que “o território tem de identificar as necessidades para que a iniciativa seja multidimensional e assessore na promoção do desenvolvimento sustentável”.


A estratégia de implantação dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável prevê três grandes momentos: articulação federativa com ministérios, estados e municípios; orientação e capacitação para a gestão dos colegiados territoriais; acompanhamento e assistência metodológica para qualificação dos projetos estratégicos.

Outro fator que aponta o sucesso dos planos foi a inovação aplicada pela SDT. A secretaria realizou cerca de 1.100 oficinas com intuito de identificar o que os colegiados consideravam efetivo para acelerar o crescimento. “A evolução para o desenvolvimento sustentável vem ocorrendo nos territórios. A ideia é construída de maneira real, por meio de reflexões e tendências. Escutamos muito de produtores que o almejado é de fato produzir de forma diferente da usual, com vistas ao aumento da produção e à agrobiodiversidade”, enfatizou Osório.


Na reunião dessa terça-feira, o grupo de palestrantes abordou outros temas, tais como os impactos da aprovação do novo Código Florestal para os colegiados territoriais, a redução do uso de agrotóxicos e as ações que poderiam ajudar a atividade agropecuária a abandonar o viés periférico nacional.

Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.