MDA vistoria áreas atingidas por enchentes nos TC do RJ
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Agronegócio

MDA vistoria áreas atingidas por enchentes nos TC do RJ

A finalidade é identificar os prejuízos causados na agricultura familiar
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O delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Rio de Janeiro, José Octávio Fernandes iniciou, nesta terça-feira (17), uma agenda de visitas a sete municípios dos Territórios da Cidadania (TC) do Norte e Noroeste Fluminense que decretaram estado de emergência em decorrência das fortes chuvas deste início de ano no RJ.


A finalidade é identificar os prejuízos causados pelas enchentes e desabamentos na agricultura familiar praticada nessas regiões, cuja produção é baseada principalmente na fruticultura, na cafeicultura e na pecuária leiteira.

Também será avaliado o reflexo desse problema no dia a dia dos trabalhadores rurais e de suas famílias, de modo a elaborar um diagnóstico detalhado que sirva de base para a definição de ações que permitam o restabelecimento desse segmento da economia rural e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida dos agricultores atingidos.

Para tanto serão realizadas entrevistas com pequenos produtores, vistorias em áreas de cultivo e reuniões com representantes de sindicatos de trabalhadores rurais e agentes locais de assistência técnica e desenvolvimento rural, como secretários municipais de agricultura e técnicos da Emater-Rio.


O trabalho terá início em Cardoso Moreira, no Território da Cidadania do Norte do RJ, e continuará, dia 18 (quarta-feira), nas cidades de Laje do Muriaé, Aperibé, Itaocara, Italva e Miracema, no TC do Noroeste Fluminense. Já na quinta-feira (19), o dia será dedicado exclusivamente à avaliação dos estragos sofridos pelas comunidades agrícolas de Campos dos Goytacazes, no Norte do estado, um dos municípios mais castigados pelas chuvas no Rio de Janeiro.

Os Territórios da Cidadania do Norte e Noroeste Fluminense possuem juntos mais de 20 mil agricultores familiares, dentre pequenos agricultores, trabalhadores rurais assentados, remanescentes de quilombolas e pescadores artesanais.As duas regiões chegaram a registrar mais de 12 mil desalojados e cerca de 3 mil desabrigados até o último dia 12 de janeiro, grande parte deles habitantes de áreas rurais, segundo dados da Defesa Civil do estado do RJ.




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