Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Agroceres Recebe Registro da ONU

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Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Agroceres Recebe Registro da ONU

Granja Paraíso reduz em 20 mil toneladas a emissão de CO2 por ano
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Granja Paraíso reduz em 20 mil toneladas a emissão de CO2 por ano

O projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Granja Paraíso, localizada no município de Patos de Minas (MG), acaba de receber o registro da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change, órgão da ONU) capacitando-a a comercializar créditos de carbono no mercado internacional.

Núcleo filial de multiplicação genética de suínos da Agroceres PIC e centro de pesquisa e desenvolvimento de produtos da Agroceres Multimix, a Granja Paraíso possui um dos mais avançados programas de tratamento de dejetos da suinocultura brasileira. Através de um sistema de biodigestores a granja, que abriga cerca de 45 mil suínos, reduziu fortemente a emissão de GEE (gases responsáveis pelo efeito estufa). Segundo Vitor Vanetti (foto), diretor de marketing do grupo Agroceres e gestor responsável pelo projeto, a previsão é que a redução chegue a cerca de 20 mil toneladas de CO2 por ano.
 
Iniciado em 2008, a implementação do programa de MDL na Granja Paraiso consumiu investimentos da ordem de R$ 3 milhões e representa o que há de melhor em gestão de dejetos já feito na suinocultura do Brasil. “O monitoramento da produção e queima dos gases é diário, permitindo a identificação e correção de falhas em menor tempo. Dessa forma, a performance da granja é bem próxima ao calculado no documento oficial, portanto o de melhor gestão”, explica Eloisa Casadei da PriceWaterhouse, que forneceu a consultoria em sustentabilidade para a implementação do projeto. Já Ernesto Cavasin, também da PriceWaterhouse, completa: “o grande diferencial desse projeto foi a velocidade em que foi aprovado na ONU. Isso foi possível pois a integração das equipes da Agroceres e da PwC foi excelente. A equipe da Agroceres demonstrou grande capacidade de entendimento do assunto, comprometimento e velocidade para o desenvolvimento do projeto, o que possibilitou uma evolução tranquila e linear no desenvolvimento e na aprovação”.
 
Vista dos Biogestores na Granja Parairo em Patos de Minas (MG)

A granja está estruturada em três módulos de produção isolados entre si, mas em uma mesma propriedade de 505 hectares. A produção diária de dejetos é estimada em 500 mil litros, que são captados por seis biogestores (dois por módulo de produção) e tratados por bactérias anaeróbicas, reduzindo em mais de 80% da carga orgânica e destruindo coliformes e patogenos. O material tratado se transforma em biofertilizante seguindo para lagoas de polimento e podendo ser aplicado como adubo orgânico. A redução de GEE se dá nos biogestores, onde é produzido o biogás, cujo principal componente é o gás metano. O biogás é então canalizado para um equipamento específico que faz sua combustão, convertendo-o em CO2, evitando assim a emissão de metano que tem potencial de efeito estufa 21 vezes maior do que o CO2.

Créditos de Carbono – A granja Paraíso já possuía um modelo de tratamento de dejetos dentro das especificações ambientais vigentes, que se dava através das lagoas de polímento. O diferencial, com o projeto de MDL, é um descarte mais eficiente, com a eliminação do metano e o retorno financeiro obtido através da comercialização dos créditos de carbono. Hoje o crédito de carbono está cotado em cerca de 13 euros, na Granja Paraíso se prevê a redução média de 20 mil toneladas de CO2/ano, podendo então este programa gerar receita de até 260 mil euros anuais para a empresa.

“A suinocultura é uma atividade potencialmente poluidora, devido ao elevado volume de dejetos produzido. Por isso o projeto de MDL da Granja Paraíso serve de modelo para o mercado, pois atendemos com folga as legislações ambientais vigentes e ainda passamos à qualidade de credores de CERs (certificados de redução de emissões), os quais serão adquiridos por outras empresas e/ou países que não possuem condições técnicas ou econômicas de reduzirem suas emissões de GEEs, como previsto pelo protocolo de Kyoto”, explica Vitor.

Esta conquista faz parte de um programa muito maior de sustentabilidade adotado pelas empresas Agroceres em todas suas unidades de negócio. “O crescimento sustentável sempre foi um compromisso da Agroceres, que possui uma gestão comprometida com a responsabilidade social, que antevê riscos e transforma desafios em oportunidades”, declara Vitor destacando um dos diferenciais competitivos da empresa.

As informações são da assessoria de imprensa da Agroceres PIC.
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